- Costa Rica elegeu Laura Fernández, candidata apoiada pelo presidente em exercício Rodrigo Chaves, para o próximo mandato.
- Fernández venceu com margem superior a quatorze por cento sobre o adversário mais próximo e garantiu maioria no Congresso.
- Ela afirmou que manterá as políticas de Chaves, com privatizações de bancos públicos e conclusão de uma prisão de segurança máxima iniciada pelo atual governo.
- Durante a gestão de Chaves, os homicídios subiram cerca de cinquenta por cento entre dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e três, destacando a segurança como tema central.
- Fernández afirmou que terá cooperação estreita com os Estados Unidos e prometeu continuar uma linha de combate à criminalidade.
Costa Rica escolheu Laura Fernández, candidata de linha dura na questão criminal, para suceder o presidente Rodrigo Chaves. A votação ocorreu no domingo, em meio a uma campanha centrada na segurança pública e na continuidade de políticas de governo. Fernández venceu com vantagem e já indicou alinhamento próximo a medidas de seu antecessor.
A eleição trouxe um resultado expressivo: Fernández obteve maioria no colégio eleitoral, superando o principal adversário por mais de 14 pontos percentuais. Chaves, que deixará o cargo com aprovação próxima de 60%, apoiou implícita ou explicitamente a continuidade de reformas em setores-chave.
A agenda da nova presidente inclui privatizações de bancos públicos e a conclusão de uma penitenciária de alta segurança iniciada por Chaves. Fernández sinalizou cooperação estreita com os Estados Unidos e prometeu manter foco em políticas de segurança pública, consideradas centrais na disputa.
Contexto e cenário político
Chaves deixou o governo após crescimento econômico estável, com exceção de um aumento da criminalidade que marcou sua gestão. Os homicídios subiram entre 2021 e 2023, elevando a preocupação de eleitores e tornando a segurança pauta dominante.
Fernández chega ao cargo com apoio à continuidade de reformas impulsionadas por Chaves, buscando manter o equilíbrio entre a necessidade de investimentos e a contenção de gastos. A nova gestão também aponta para uma atuação firme contra a criminalidade.
A Costa Rica enfrenta desafios como desigualdade persistente e dependência de setores de alto valor, incluindo dispositivos médicos e circuits integrados. A inflação e as dynâmicas comerciais regionais completam o cenário econômico que molda o debate público.
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