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Lei de anistia na Venezuela abrangeria manifestantes, devolução de ativos

Lei de anistia venezuelana abriria libertações de manifestantes, devolução de bens e suspensão de medidas da Interpol, ainda em análise pela Assembleia controlada pelo governo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
People rally at the entrance of the Central University of Venezuela calling for the release of prisoners after the announcement of an amnesty law, in Caracas, Venezuela, February 3, 2026.
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  • Uma lei de anistia em estudo na Assembleia Nacional da Venezuela concederia clemência imediata a pessoas presas por protestos políticos e críticas a autoridades, além de devolver bens apreendidos e cancelar medidas internacionais contra os abrangidos, permitindo que voltem ao país.
  • O projeto, divulgado pela Reuters em rascunho visto nesta semana, é apresentado pela presidente interina Delcy Rodríguez e depende de aprovação em dois turnos na casa controlada pelo Partido Socialista.
  • A legislação ainda não prevê anistia para quem cometeu violações de direitos humanos, crimes de guerra, homicídio, corrupção ou tráfico de drogas.
  • Se aprovada nos dois turnos, a lei cobriria uma lista de crimes ligados a protestos políticos, incluindo tumultos de massa que deixaram mortes em 2007, 2014, 2017, 2019 e 2024.
  • Os protestos de 2024 ocorreram após eleição contestada, com a oposição afirmando vitória em parte do pleito e o governo mantendo Maduro no poder.

Uma proposta de lei de clemência em discussão na Assembleia Nacional da Venezuela prevê livrar centenas de pessoas presas por protestos políticos e críticas a autoridades, devolver bens de detidos e cancelar medidas da Interpol para os abrangidos pelo texto. O rascunho visto pela Reuters aponta passos para permitir o retorno de quem está no exterior.

A iniciativa foi anunciada na semana passada pela presidente interina Delcy Rodríguez, e permanece em análise no Legislativo, dominado pelo partido governista socialista. Segundo o rascunho, a aprovação depende de dois turnos de votação.

Com o texto atual, não haveria clemência para indivíduos condenados por violações de direitos humanos, crimes de guerra, homicídio, corrupção ou tráfico de drogas. Além disso, crimes como incitação à atividade ilegal, resistência às autoridades e danos materiais seriam abrangidos quando cometidos no contexto de protestos.

A lista do que pode ser perdoado inclui crimes relacionados a protestos políticos de massas ocorridos ao longo de anos de agitação no país, incluindo as fatalidades ocorridas em 2007, 2014, 2017, 2019 e 2024, conforme o esboço do projeto.

Os protestos de 2024 ficaram marcados por disputas eleitorais contestadas, com a oposição internacionalmente falando em vitória, enquanto autoridades venezuelanas apoiaram a posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato.

O texto indica que a lei permitiria restituição de ativos de pessoas abrangidas e o cancelamento de medidas internacionais contra elas, facilitando o retorno ao território venezuelano. A leitura da introdução deve ocorrer em sessão desta quinta-feira, conforme expectativa em meio ao debate.

A autora da iniciativa, Rodrigo, é contrarreferida pela imprensa como figura central na tramitação, mas o conteúdo final depende de aprovação em dois turnos, ainda sem data definida. A oposição e organizações de direitos humanos acompanharão o andamento com atenção.

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