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EUA e Irã concordam em manter negociações, mas pouco mais

Estados Unidos e Irã concordam em manter negociações em Muscat, mas divergências sobre a agenda dificultam avanços e elevam tensões na região

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A cyclist rides past an anti-U.S. billboard displayed on a building in Tehran's Valiasr Square on Feb. 4.
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  • EUA e Irã vão realizar informal em omã na sexta-feira, apesar de divergências sobre o que será discutido.
  • local mudou de istambul para muscat; iranianos sugeriram limitar a agenda apenas ao programa nuclear.
  • representantes: ministro das Relações Exteriores iraniano, abbas araghchi, liderando a delegação; o enviado especial americano, steve witkoff, participa.
  • os temas centrais aguardados incluem cessar enriquecimento de urânio iraniano e o estoque de urânio enriquecido, além de limitações ao programa de mísseis balísticos e apoio a grupos na região.
  • o encontro ocorre após ataques de 2025 e diante de tensões contínuas, com riscos de retomar ações militares americanas caso não haja acordo claro.

O governo dos Estados Unidos e o Irã devem se reunir em Muscat, Omar, nesta sexta-feira, para debater questões relacionadas ao programa nuclear iraniano. O encontro ocorre em meio a divergências sobre a pauta e o formato das negociações, com promessa de diálogo direto, porém sem garantias de avanços.

O governo americano confirmou a agenda e informou que o representante especial Steve Witkoff liderará a delegação dos EUA. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, liderará a delegação iraniana, segundo anúncio divulgado pela imprensa iraniana. As discussões surgem após semanas de mensagens conflitantes sobre se o encontro ocorreria e sob quais condições.

Pelo lado americano, há insistência em tratar também limites ao programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos no Oriente Médio. O Irã, por sua vez, quer manter o foco na negociação nuclear, propondo restrições a itens que considera fora do escopo.

Contexto e desdobramentos

A reunião marca a primeira rodada formal entre as duas partes desde ataques norte-americanos a supostas instalações nucleares iranianas, em 2025. Ainda não está definido se o encontro resultará em compromissos ou em um simples reestabelecimento do canal diplomático.

Tanto Washington quanto Teerã enfrentam pressões internas para demonstrar posição firme em relação ao acordo nuclear. Observadores apontam que qualquer avanço dependerá de como serão estruturadas as perguntas que cada lado pretende discutir e de que forma os temas serão organizados.

Panorama estratégico

Especialistas destacam que a conversa ocorre em meio a tensões regionais recentes, incluindo a resposta iraniana a protestos internos e a atuação de potências regionais. A possibilidade de reativação de acordos multilaterais permanece incerta, com as partes em posições divergentes sobre o que é aceitável discutir.

A agenda ainda não foi oficialmente fechada, e as partes indicaram apenas que o tema nuclear terá papel central. Analistas ressaltam que o sucesso do encontro depende de critérios claros, cronogramas definidos e garantias de cumprimento por ambas as partes.

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