- Os republicanos aprovaram, por 217 a 214, as seis leis de financiamento do governo, abrindo caminho para encerrar o fechamento parcial da Administração.
- O acordo mantém recursos para o Pentágono, Saúde e Serviços Sociais, Trabalho, Habitação, Transporte e Educação até o 30 de setembro, fim do ano fiscal.
- A Lei de Financiamento do Departamento de Segurança Nacional ficou vigente apenas por duas semanas, beneficiando o Departamento de Segurança Nacional e a Patrulla Fronteriza.
- Demôcratas e republicanos estabeleceram um prazo de 10 dias para negociar uma reforma da lei migratória, sob a qual o ICE e a Patrulla Fronteriza seriam alvo de mudanças.
- Há possibilidade de novo shutdown no fim do mês caso não haja acordo, o que poderia afetar FEMA, transporte e a Guarda Costeira.
Os republicanos aprovaram, nesta terça-feira, as seis leis de financiamento do Governo dos EUA, desbloqueando o shutdown parcial que persiste desde a meia-noite de sábado. O processo ocorreu no Congresso e foi decidido com bancada próxima da maioria. O objetivo foi manter o orçamento até 30 de setembro.
A votação ficou em 217 votos a 214, com a maioria conservadora mantendo união em quase toda a bancada. Um único republicano, Thomas Massie, votou contra a disciplina de partido. O pacote soma 1,2 trilhão de dólares para recursos de várias pastas, incluindo Defesa, Saúde, Trabalho, Habitação, Transporte e Educação.
O Congresso também aprovou financiamento apenas para duas semanas do Departamento de Segurança Nacional, que abrange ICE e CBP. O objetivo é manter funcionamento limitado dessas agências enquanto se negocia uma reforma migratória entre democratas e republicanos.
Reforma migratória como condição
O tema da reforma migratória ganhou peso relevante no acordo, com a intenção de reduzir abusos por agentes migratórios. As negociações envolvem temas ligados a operações de ICE e à atuação da Patrulha Fronteriza, além de impactos sobre políticas de imigração.
Caso não haja acordo sobre a reforma, a liberação de recursos para Segurança Nacional poderá ser revertida, aumentando o risco de novo shutdown até o fim do mês. A discussão ocorre paralelamente a tratativas para evitar cortes adicionais em agências emergenciais.
O histórico recente também marca o fim de um impasse anterior em outubro, quando o governo ficou 43 dias fechado. O desfecho depende, agora, de acordos entre as duas casas e, principalmente, da condução de reformas migratórias em curso.
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