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Netanyahu pede ao enviado dos EUA ceticismo sobre Irã nas negociações nucleares

Netanyahu reforça ceticismo sobre Teerã em negociações nucleares, enquanto EUA tentam retomar o diálogo e Teerã resiste a concessões

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
U.S. Special Envoy Steve Witkoff delivers a press conference in Paris
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  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que é improvável que o Irã cumpra um eventual acordo nuclear.
  • A reunião contou com a participação de o chefe de inteligência israelense, David Barnea, o ministro da Defesa, Israel Katz, e o comandante militar Eyal Zamir, segundo o gabinete de Netanyahu.
  • Dois oficiais iranianos disseram a Reuters que Teerã vê o programa de mísseis balísticos, e não apenas o enriquecimento de urânio, como o principal obstáculo para qualquer acordo.
  • As negociações nucleares entre Irã e EUA têm retorno marcado para sexta-feira, em Istambul, Turquia.
  • As tensões na região aumentaram com a presença de porta-aviões dos EUA no Oriente Médio, após alertas do presidente americano sobre ações se não houver acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou a Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, que Teerã dificilmente cumpriria um possível acordo sobre o programa nuclear. A declaração ocorreu durante reunião em Jerusalém, na terça-feira, enquanto diplomatas tentam reacender as negociações com o Irã.

Segundo o gabinete de Netanyahu, o premiê destacou que o Irã demonstrou, repetidamente, que suas promessas não podem ser confiadas. A reunião contou com a presença de David Barnea, chefe da agência de inteligência israelense, do ministro da Defesa, Israel Katz, e do comandante militar Eyal Zamir, conforme relatos de duas autoridades israelenses.

Dados diplomáticos indicam que Washington busca retomar as negociações com o Irã, que deverão ocorrer nesta sexta em território turco. Entre as condições apontadas por especialistas, estariam zero enriquecimento de urânio, limites ao programa de mísseis balísticos e o fim do apoio a proxies regionais, alinhadas a demandas de Israel.

Fontes iranianas indicaram à Reuters que o governo clérico vê as três exigências como violações de soberania, sendo que, segundo dois oficiais, o programa balístico seria o maior obstáculo, ainda mais do que o enriquecimento de urânio.

O Irã e os Estados Unidos devem retomar as conversas nucleares na sexta-feira, em território turco. Nos EUA, o presidente Donald Trump sinalizou que, com envio de frotas à região, o impasse pode levar a desfechos negativos se não houver acordo.

As tensões entre Teerã e Washington permanecem elevadas. A presença de porta-aviões norte-americanos no Oriente Médio amplia a margem de ação militar dos EUA, caso haja necessidade de resposta a incidentes ou ações iranianas, segundo analistas.

No início de janeiro, confrontos de rua resultaram em centenas de feridos e mortes, segundo testemunhas e organizações de direitos humanos. O governo iraniano atribuiu a violência a “terroristas armados” ligados a Israel e aos EUA, o que foi rejeitado por observadores internacionais.

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