- O tribunal panamenho anulou o contrato da CK Hutchison para operar dois portos no Canal do Panamá, impactando terminais no Pacífico e no Atlântico.
- A China afirmou que haverão “preços pesados” para o Panamá, classificando a decisão como absurda e prometendo defender os interesses de empresas chinesas.
- O escritório de Assuntos de Hong Kong e de Macau disse que a decisão viola fatos e prejudica direitos legítimos de empresas de Hong Kong.
- A decisão pode complicar a venda de 23 bilhões de dólares da CK Hutchison de 43 portos em 23 países, a um consórcio liderado pela BlackRock e pela MSC.
- Autoridades dos Estados Unidos comentaram a decisão com tom favorável, enquanto o escritório chinês acusou uso de táticas de intimidação sem mencionar o país específico. As autoridades panamenhas não comentaram de imediato.
A Justiça Panamenha anulou o contrato da CK Hutchison para operar duas portas no Canal do Pacífico, decisão que provocou reação diplomática chinesa. A corte considerou violação constitucional e interesse público ao conceder o acordo, vigente desde os anos 1990. O caso envolve a CK Hutchison, empresa de Hong Kong, por meio da Panaman Ports Company, controlada pela subsidiária CK Hutchison.
A Presidência de Pequim qualificou a decisão como absurda e vergonhosa, prometendo defender os interesses de empresas chinesas. A pasta de Assuntos de Hong Kong e Macau afirmou que há instrumentos suficientes para proteger a ordem econômica e comercial internacional.
Panamá não comentou de imediato o veredito. A decisão judicial pode impactar a venda proposta de 23 bilhões de dólares de uma lista com 43 portos para um consórcio liderado pela BlackRock e a MSC, incluindo os portos do canal.
O tribunal justificou a anulação com base em violações constitucionais e em questões de interesse público, num momento em que a queda de influência entre EUA e China sobre rotas comerciais globais é destacada.
Autoridades norte-americanas elogiaram a decisão. O presidente de uma comissão do Congresso dos EUA citou o veredito como favorável aos interesses americanos, em tom não explícito sobre o papel da China.
O comunicado chinês ainda acusou que determinado país usou táticas de intimidação para moldar decisões de estados soberanos e afirmou que Panamá cedeu a pressões de uma potência hegemônica.
A CK Hutchison informou recentemente que o veredito não estaria alinhado ao arcabouço legal que permitia a operação dos portos, sinalizando possível recorrer ou buscar alternativas legais.
Fonte: reportagem de correspondentes internacionais, com informações da Reuters e atualizações vindas de Panama City e Pequim.
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