- Rohingya sobreviventes esperam que o Tribunal Internacional de Justiça, o mais alto tribunal da ONU, julgue que Mianmar cometeu genocídio, com a sentença prevista em três a seis meses, após três semanas de audiência em Haia.
- A Gâmbia, autora do caso, afirma que a conclusão mais razoável é de que Mianmar pretendia destruir o grupo Rohingya; Mianmar nega genocídio e diz que a ofensiva de 2017 foi operação antiterrorista legítima.
- O desfecho pode ter consequências além de Mianmar, influenciando o processo da África do Sul contra Israel na corte.
- Sobreviventes relatam deportação, destruição de casas e mortes; missão de investigação da ONU concluiu que houve atos genocidas.
- Advogados de Mianmar dizem que a missão de verificação foi tendenciosa; o ministro da Justiça da Gâmbia pediu que os argumentos sejam rejeitados e afirmou que o veredito de genocídio ajudaria a romper o ciclo de atrocidades.
A Rohingya sobreviventes do toque de queda militar de 2017 em Mianmar esperam que a Corte Internacional de Justiça, o tribunal mais alto das Nações, declare o país culpado de genocídio. A decisão deve sair em três a seis meses, após três semanas de audiência na Haia.
O caso, movido pela Gâmbia, aponta para a intenção de destruir o grupo Rohingya como um todo. Mianmar nega as acusações e sustenta que a ofensiva de 2017 foi uma operação antiterrorista legítima.
A audiência ocorreu no tribunal da ONU na cidade de Haia, onde as partes apresentaram argumentos finais nesta semana. O veredito poderá ter impactos além do território birmanês, inclusive em casos internacionais subsequentes.
Nesse contexto, sobreviventes participaram de encontros paralelos para ampliar relatos de violência, prisões e destruição de comunidades. Um dos entrevistados descreveu o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas para Bangladesh.
A decisão também é observada como potencial precedente para casos semelhantes, como a ação da África do Sul contra Israel, relacionada ao conflito em Gaza. Especialistas destacam que o desfecho pode influenciar estratégias jurídicas futuras.
Durante as sessões, advogados da Gâmbia argumentaram que a conduta de Mianmar teve como objetivo eliminar o Rohingya como grupo, configurando genocídio. Já a defesa alegou viés no relatório de investigação e exigiu provas adicionais.
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