- O Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem está com o governo dos Estados Unidos.
- A Embaixada do Brasil encaminhou o pedido ao Departamento de Estado americano em 30 de dezembro de 2025, por meio de nota verbal with com a documentação formalizadora.
- O mandato de Ramagem foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro, de forma administrativa, o que o impede de retornar ao cargo caso volte ao Brasil.
- A Câmara cancelou o passaporte diplomático de Ramagem e de Eduardo Bolsonaro; os passaportes de seus familiares também foram cancelados e devem ser devolvidos.
- Ramagem foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão pela trama golpista; ele teria fugido do Brasil para os Estados Unidos, segundo a PF, usando passagem clandestina pela fronteira com a Guiana.
O Ministério da Justiça informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem está com o governo dos Estados Unidos. A Secretaria de Justiça destacou que a tramitação ocorre por meio do Departamento de Estado, com envio de nota verbal e documentação formal, em 30 de dezembro de 2025.
Ramagem foi condenado pela participação na chamada trama golpista, recebendo 16 anos e um mês de prisão. A Câmara dos Deputados cassou seu mandato, em decisão administrativa, no fim de dezembro, sob a justificativa de que ele estaria inapto para o cargo por motivos de ausências e por estar fora do país. Caso retorne ao Brasil, ele poderá ser preso.
A Câmara também cancelou o passaporte diplomático de Ramagem, bem como o de Eduardo Bolsonaro, e os documentos de seus familiares próximos foram recolhidos. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-parlamentar teria utilizado a viagem a Miami como fuga clandestina pela fronteira com a Guiana.
Condenado no julgamento de setembro, Ramagem permaneceu ausente durante o caso e apresentou um atestado médico à Câmara para justificar a ausência. O ministro Alexandre de Moraes, relator do STF, também determineu a tramitação da extradição, consolidando o seguinte passo no processo internacional.
Situação atual
O Ministério da Justiça confirmou ao STF que o governo dos Estados Unidos é o destinatário do pedido formal de extradição. O governo brasileiro aguarda a análise do país anfitrião sobre a viabilidade da transferência do ex-deputado.
Desdobramentos legais
Além da extradição, o diplomataração envolve documentos oficiais e a eventual confirmação de antecedentes penais no Brasil. O Ministério da Justiça mantém o monitoramento do andamento e não indicou prazo concreto para a conclusão do processo.
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