- Henrike Naumann, uma das artistas escolhidas para representar a Alemanha na Bienal de Veneza deste ano, faleceu aos 41 anos no dia 14 de fevereiro, após doença grave.
- O Ifa (Instituto para Relações Culturais Exteriores) confirmou o falecimento e destacou a importância de Naumann para a mostra alemã, ao lado de Sung Tieu.
- A exposição, curada por Kathleen Reinhardt, ocorre entre 9 de maio e 22 de novembro, em Veneza.
- A prática da artista focalizava a reunificação alemã de 1990 e suas consequências, expandindo depois para o impacto da Guerra Fria em âmbito global.
- Naumann estudou design de figurino e cenário na Dresden Academy of Fine Arts e em Potsdam, realizou mostra solo nos Estados Unidos em 2022 e ocupava uma posição docente na Universidade de Artes de Hamburgo.
Henrike Naumann, indicada para representar a Alemanha na edição deste ano da Bienal de Veneza, faleceu aos 41 anos. A instituição Ifa comunicou a morte em nota, ocorrida em 14 de fevereiro após doença longa. A família informou que a artista faleceu em Berlim.
Segundo a Ifa, Naumann integrava com Sung Tieu a delegação alemã na 61ª edição da Bienal de Veneza, que acontece de 9 de maio a 22 de novembro. Kathleen Reinhardt é a curadora responsável pela mostra. O comitê não anunciou novos comentários ao jornal até o momento.
Carreira e abordagem artística
A prática de Naumann concentrou-se na reunificação alemã de 1990 e seus desdobramentos, com foco no legado histórico do Cold War. A Ifa enfatiza a capacidade da artista de dialogar com dinâmicas geopolíticas por meio de uma linguagem visual contundente.
Em entrevista ao Bomb, em 2023, Naumann explicou o método de pesquisa que integra objetos encontrados a temas políticos. Ela descreveu o uso de móveis de produção em massa para construir instalações que convidam à reflexão política.
Formação, reconhecimentos e atuação internacional
A artista estudou figurino e design de palco na Academy of Fine Arts de Dresden e scenografia em Potsdam. Seu primeiro espaço expositivo individual nos EUA ocorreu em 2022, no SculptureCenter, em Nova York. Ela também ocupava uma função docente na Hamburg University of Fine Arts.
A obra de Naumann costumava reunir objetos de feiras e de anúncios classificados para explorar relações entre política, design e cotidiano. A prática buscava conectar contextos culturais distintos por meio de instalações conceituais.
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