- Uma ponte estaiada foi transportada de São Paulo para Luanda em um único voo, usando a aeronave Boeing 747F, em um prazo de seis dias e 144 horas.
- O transporte foi realizado pela DHL Global Forwarding, com o material totalizando 48 toneladas e peças com mais de seis metros de comprimento.
- As peças da ponte foram destinadas ao Centro de Convenções de Luanda, em construção na região de Chicala, para conectar à nova Marginal da cidade.
- O envio, que evitou o transporte marítimo que levaria cerca de setenta dias, exigiu voo charter e soluções de embalagem sob medida para manter a carga segura durante o trajeto.
- A Protende ABS construiu a ponte, e a DHL desenvolveu sistemas de fixação e caixas de madeira personalizadas para acondicionar as peças no interior da aeronave.
Uma ponte estaiada foi transportada por via aérea do Brasil para Angola em uma operação inédita. A DHL Global Forwarding recebeu 48 toneladas de peças da ponte, em São Paulo, com destino a Luanda, levando apenas seis dias de trânsito. A iniciativa visa viabilizar a construção de um Centro de Convenções na região de Chicala, em Luanda.
As peças da ponte, com mais de seis metros de comprimento em alguns trechos, viajaram em avião especial para reduzir o tempo de entrega. A obra, avaliada em US$ 316,8 milhões, também inclui um teatro com 3 mil lugares e ocupará 72 mil m².
Operação logística e envolvimento
A Ponte, produzida pela Protende ABS, precisou superar limitações de peso e volume para caber em uma aeronave. Um voo charter, a bordo de um Boeing 747F, realizou toda a operação em um único transporte, diante de cronograma crítico para a inauguração prevista em 2024.
Segundo André Maluf, diretor de Frete Aéreo da DHL, 20 profissionais integraram a força-tarefa, unindo engenharia do cliente e logística em fluxo contínuo de comunicação. A escolha pelo transporte aéreo substituiu o modal marítimo, que levaria cerca de 70 dias.
Desafios técnicos e soluções
Peças com geometria específica demandaram embalagem e fixação sob medida. Como as interfaces não existiam, a DHL desenvolveu bases e caixas de madeira personalizadas dentro do aeroporto, em regime just-in-time. Tubos antivandalismo foram protegidos e fixados com sistemas de ancoragem em paletes.
“Convertemos uma ponte em carga aérea e superamos limitações geométricas do aço para atender a um cronograma crítico”, afirma Maluf. A operação exige padrões de segurança para evitar deslocamentos durante o voo.
Contexto da obra em Luanda
O Centro de Convenções fica na região de Chicala e representa uma das maiores estruturas do país, com espaço para eventos e um teatro de 3 mil lugares. A escolha pela via aérea destaca a busca por eficiência em obras de infraestrutura de grande porte.
A operação marca uma das primeiras exportações por via aérea de sistemas de aterramento de grande porte originários do Brasil, segundo a empresa envolvida. A iniciativa é apresentada como exemplo de logística integrada para projetos de infraestrutura pesada.
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