- O médico pediatra, de 46 anos, foi indiciado pela Promotoria de Potsdam em 6 de maio por 130 casos de abusos sexuais contra crianças, incluindo estupro, a maioria cometidos no exercício profissional.
- Os crimes teriam ocorrido entre 2013 e 2025, em clínicas do grupo Havelland, nas cidades de Rathenow e Nauen, no estado de Brandenburgo.
- O profissional permanece em detenção preventiva desde novembro; a corte regional de Potsdam decidirá se há indícios suficientes para seguir a um julgamento.
- Investigadores apreenderam dispositivos de armazenamento que devem conter imagens relevantes; a denúncia ocorreu após a mãe de uma criança relatar agressão durante atendimento no setor pediátrico de Rathenow.
- A Havelland Clinics informou ter iniciado revisão interna e que o protocolo de “quatro olhos” nem sempre foi observado; a instituição disse que apoiará as autoridades e fornecerá informações.
Um médico pediatra, com atuação em clínicas da instituição Havelland, foi formalmente indiciado por 130 acusações de abuso sexual, incluindo estupro de crianças. Segundo o Ministério Público de Potsdam, os crimes teriam ocorrido entre 2013 e 2025, na maioria durante o exercício profissional em unidades de Rathenow e Nauen, na região de Brandenburg, próximo a Berlim. O profissional, de 46 anos, está detido preventivamente desde novembro, após a denúncia de uma mãe que suspeitou de uma agressão contra a filha durante atendimento infantil.
Segundo a acusação, ele cometeu abusos sexuais contra menores em 130 casos, incluindo estupro, envolvendo grande parte das vítimas sob seus cuidados. A natureza dos crimes e o número exato de crianças não foi detalhada pelo Ministério Público. A audiência de custódia ocorreu após a prorrogação da investigação, e o tribunal regional de Potsdam decidirá se o caso seguirá para júri.
A Havelland Clinics, grupo hospitalar onde o médico atuava, informou que está conduzindo uma revisão interna com especialistas. Em janeiro, surgiram relatos de que o protocolo de acompanhamento de menores, conhecido como four-eyes, nem sempre foi observado, o que motivou medidas de reforço de vigilância. A defesa do grupo afirmou que apoiará as autoridades e prestará informações relevantes, ressaltando solidariedade às famílias.
Três mensagens oficiais, emitidas pela promotoria de Potsdam, confirmaram que as acusações foram apresentadas em 6 de maio. A investigação envolve a análise de dispositivos de armazenamento de dados apreendidos no momento da prisão, que devem conter imagens ou informações pertinentes às alegações.
O caso gerou abalo na confiança de pacientes e familiares e levou o grupo de clínicas a reiterar seu compromisso com a segurança e a proteção de crianças sob cuidados médicos. A promotoria não confirmou o número exato de vítimas ou a natureza de todos os atos denunciados, limitando-se a comunicar as 130 ocorrências descritas.
Contexto e desdobramentos
Em dezembro, as autoridades anunciaram que prosseguem as investigações para esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o profissional e a prática clínica nas unidades da Havelland. A imprensa local destacou o papel de denúncias de familiares na ativação do inquérito. A expectativa é de que a confirmação de novas informações ocorra conforme o processo avança no tribunal de Potsdam.
O caso ganha relevância também pelo monitoramento de protocolos de segurança em atendimento pediátrico, com reforço de procedimentos de dupla supervisão durante atendimentos a menores. Autoridades locais ressaltam que a proteção de crianças permanece prioridade absoluta nas instituições envolvidas.
Entre na conversa da comunidade