- ONU aponta que 122 milhões de meninas ainda não têm acesso à educação em todo o mundo, conforme dados da organização.
- O DCPC (De Criança Para Criança) produz animações no YouTube para debater a escolarização feminina a partir da visão das próprias crianças.
- A metodologia envolve rodas de conversa, criação de histórias, desenhos e gravação de locuções, unindo linguagem e tecnologia para ensinar direitos e estimular consciência social.
- Entre as animações de 2025 estão “Malala: a menina corajosa que ganhou o Nobel da Paz”, criada por crianças de 8 a 9 anos, e “Zuri, a menina corajosa”, produzida por estudantes de 10 a 11 anos sobre desafios no Afeganistão.
- especialistas destacam o protagonismo infantil e a importância de ampliar o espaço de personagens femininas nos materiais pedagógicos para abrir horizontes educativos.
O projeto DCPC (De Criança Para Criança) colocou em pauta a escolarização feminina por meio de animações produzidas por estudantes. A iniciativa está no YouTube e aborda o acesso das meninas à educação, bem como os desafios enfrentados, a partir da visão das próprias crianças. Segundo a ONU, 122 milhões de meninas ainda estão fora da escola globalmente.
As animações são criadas em ambiente escolar com participação das crianças em rodas de conversa, produção de histórias coletivas, desenhos e gravação das vozes das obras. A proposta combina linguagem audiovisual e tecnologia para ensinar direitos fundamentais e fortalecer a aprendizagem com uma consciência social desde cedo.
Duas produções de 2025 ilustram o projeto. Malala: a menina corajosa que ganhou o Nobel da Paz, criada por alunas e alunos de 8 a 9 anos, apresenta a trajetória da ativista paquistanesa, com foco em liberdade de escolha, representatividade feminina e direitos desde a infância. Zuri, a menina corajosa, feita por estudantes de 10 a 11 anos, retrata a vida de uma garota no Afeganistão que enfrenta a proibição de frequentar a escola, destacando caminhos para manter o aprendizado.
Perspectiva e objetivos do DCPC
Vitor Azambuja, CEO e idealizador, afirma que a iniciativa visa reunir crianças de realidades distintas e transformar vivências em narrativas audiovisuais. Conforme ele, os vídeos refletem o olhar infantil sobre o mundo e devem circular no cotidiano de famílias e comunidades para promover uma educação sólida desde a infância.
Continuidade e impacto
Gilberto Barroso, outro CEO do DCPC, ressalta que ampliar o espaço das personagens femininas em materiais pedagógicos amplia horizontes. O projeto demonstra que temas complexos, como o direito das meninas à educação, podem ser tratados de forma acessível desde a infância, pela visão das próprias crianças.
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