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Siderúrgicas alertam brecha nas regras do Reino Unido que pode cortar empregos

Nova regra de comércio com brecha permite peças pré-fabricadas estrangeiras sem tarifa, ameaçando empregos e encerramento de usinas no Reino Unido

Ministers hope the levies will save British Steel, pictured here in Scunthorpe, and other producers from collapse.
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  • Autoridades britânicas alertaram para uma possível “porta dos fundos” nas novas regras de comércio, que permitiria a entrada de peças de aço estrangeiras sem tarifas, arriscando empregos e fechamento de plantas.
  • Peças pré-fabricadas de aço, como trechos de pontes, colunas e estruturas de portas, poderiam escapar das tarifas anunciadas, segundo a Guardian.
  • A partir de julho, quotas sobre importação de muitos produtos de aço estrangeiro devem cair 60%, e tarifas fora dessas quotas subirão para 50%.
  • Críticos dizem que as medidas não atingem o aço já formado, o que prejudica a cadeia de fornecimento downstream que emprega cerca de 300 mil pessoas.
  • O governo planeja nacionalizar a British Steel em semanas; especialistas dizem que tarifas podem elevar custos e reduzir a disponibilidade, favorecendo importações de produtos acabados.

O governo britânico anunciou novas medidas de tarifas sobre aço importado para proteger a produção nacional, com foco em elevar custos do aço vindo de fora. Anúncios foram feitos em março, visando reduzir a entrada de aço barato de importação.

Empresas do setor alertaram para uma brecha no regime que permitiria a entrada de peças de aço pré-fabricadas de origem estrangeira sem tarifas, o que poderia prejudicar fabricantes britânicos e levar a demissões e fechamento de fábricas. A crítica cita itens como seções de pontes, colunas e molduras, além de aços usados em edifícios.

Representantes de fabricantes, incluindo Reidsteel, apontaram que a brecha envolve peças já cortadas e usinadas que chegam ao mercado sem incidir nas tarifas. A partir de julho, as quotas para importação de diversos produtos de aço externo devem cair 60% e as tarifas fora dessas quotas subirão para 50%.

As medidas, segundo o governo, alinham o Reino Unido a movimentos recentes de EUA, UE e Canadá, em resposta ao excesso de importações baratas da China. Segundo o setor, a expectativa é evitar o colapso de grandes empresas como Tata e British Steel, que empregam cerca de 10 mil trabalhadores.

Fontes da indústria destacam também o peso econômico indireto das serralarias e fabricantes downstream, que utilizam o aço para produzir produtos acabados e respondem por cerca de 300 mil empregos. O governo avalia que o endurecimento tarifário reduz o risco de dependência de fornecedores estrangeiros.

Ainda não houve conclusão sobre a nacionalização total de British Steel, tema que circula entre autoridades e o setor. A mediação visa oferecer maior segurança para a força de trabalho, clientes e cadeia de suprimentos em momentos de pressão setorial.

O ministro do Comércio foi informado sobre a brecha em reuniões com representantes do setor, horas após o lançamento da estratégia de aço. Analistas apontam que o custo maior do aço europeu pode impactar grandes contratos de obras públicas, como o HS2, aumentando pressões de custo no setor de construção.

O governo afirma que a estratégia de aço priorizará fornecedores britânicos para contratos públicos, exigindo uso de aço produzido no Reino Unido ou justificativa para aquisição externa. Um porta-voz afirma que as medidas visam aumentar a oferta doméstica e reduzir dependência externa.

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