- Comissões independentes começam, nesta quinta, audiências públicas em Hong Kong para investigar o incêndio no Wang Fuk Court, que matou 168 pessoas e é o pior incêndio residencial em décadas.
- O comitê presidido por juiz vai apurar padrões de segurança contra incêndio, se a construção contribuiu para a propagação e se houve falhas de autoridades ou contratados.
- O incêndio ocorreu em 26 de novembro, em um complexo de torres na região Tai Po, com oito edifícios, sendo sete atingidos pelas chamas durante reformas.
- A investigação busca ainda entender possíveis problemas sistêmicos, como interesses cruzados, conluíos ou irregularidades no processo de licitação das obras.
- A polícia investiga criminalmente, com 38 prisões por homicídio culposo e 6 por fraude; a Comissão Independente contra a Corrupção (ICAC) informou 23 prisões relacionadas ao caso.
O comitê independente, chefiado por um juiz, iniciará nesta quinta-feira as audiências públicas para investigar o incêndio devastador que atingiu o Wang Fuk Court, em Hong Kong, no ano passado. O foco é avaliar padrões de segurança contra incêndio, possíveis falhas de construção e eventuais falhas de autoridades ou contratantes.
O fogo, ocorrido no dia 26 de novembro, destruiu sete das oito torres residenciais do complexo localizado no distrito de Tai Po, uma área financeira da cidade. A tragédia é a mais letal de incêndio residencial desde 1980, segundo as autoridades.
A perícia também apurará se houve problemas sistêmicos, como interesses conflitantes, combínios inadequados de funções e possíveis irregularidades em licitações relacionadas às obras de renovação. O objetivo é esclarecer responsabilidades e possíveis conivências.
Estão previstas testemunhas como autoridades governamentais, ex-residentes, diretores de empresas de construção e membros do comitê de gestão do Wang Fuk Court. Paralelamente, a polícia mantém investigação criminal com prisões por indícios de homicídio culposo e fraudes.
Além disso, o Comitê de Combate à Corrupção de Hong Kong informou ter pr0alizado 23 detenções envolvendo consultores, contratados e membros da cooperativa de proprietários do complexo. A apuração busca evidências de conduta irregular durante as obras.
Entre na conversa da comunidade