- Familiares das vítimas do incêndio da Grenfell Tower, em 2017, solicitam ao governo que preserve trechos das paredes de uma das escadas com pegadas que seriam de vítimas ou sobreviventes.
- O prédio de 24 andares, em uma área nobre de Londres, passou por demolição desde setembro do ano passado e a obra deve durar cerca de dois anos.
- Fotografia publicada mostra parede manchada de fumaça com pelo menos três pegadas visíveis e uma inscrição em árabe, “Allahu Akbar”, em outro andar; pegadas também foram localizadas em outra escada.
- As famílias enviaram carta pré-ação ao governo buscando revisão judicial e citam promessa feita pela ex-vice-primeira ministra, Angela Rayner, em 2025 de preservar partes do edifício para memória, se a comunidade quiser.
- O governo afirma que não preservará partes acima do nono piso por sensibilidade; o Ministério das Habitações, Comunidades e Governo Local (MHCLG) diz que a lembrança do ocorrido não será esquecida e que a demolição segue com a participação das pessoas afetadas.
Famílias de vítimas do incêndio na Grenfell Tower pedem ao governo que preserve trechos das paredes do zimbro de escadas com pegadas, que acreditam pertencer às vítimas ou aos sobreviventes. O pedido foi feito nesta quinta-feira, por meio de uma ação judicial prévia.
As pegadas e uma inscrição em árabe foram encontradas em diferentes andares, em paredes de escadas e de um corredor. Em uma parede marcada pelo fogo, há pelo menos três pegadas visíveis; em outro piso, houve a anotação Allahu Akbar. Pelas informações, as pegadas também aparecem em outra escadaria.
Os familiares acionaram o governo para obter uma revisão judicial que avalie a legalidade de decisões públicas. Alegam que, em 2025, a ex-ministra adjunta Angela Rayner sinalizou a possibilidade de manter trechos como memorial, se a comunidade assim desejasse.
A Grenfell Next of Kin, grupo que representa parentes de mais da metade dos falecidos, reforça o pleito pela preservação para permitir diálogo com famílias e designers do memorial. Advogados indicam que o governo sustenta não preservar nada acima do nono andar.
Um porta-voz do MHCLG afirmou que há compromisso em lembrar o ocorrido com a participação da comunidade e que a demolição está sendo realizada com cautela junto aos impactados. A obra de demolição começou em setembro do ano passado e deve levar dois anos.
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