- Jimmy Lai, de 78 anos, foi condenado a vinte anos de prisão em Hong Kong por crimes ligados à segurança nacional.
- Reações internacionais: Reino Unido, Organização das Nações Unidas e União Europeia, além de grupos de direitos humanos, condenam a sentença e pedem libertação imediata.
- Lai é fundador do Apple Daily, jornal pró-democracia que fechou em dois mil e vinte e foi preso semanas após a implantação da lei de segurança nacional de Hong Kong.
- A condenação é considerada a mais severa já aplicada em um caso de segurança nacional em Hong Kong, com críticos alegando uso político para silenciar dissidência.
- O filho de Lai afirmou que o pai teme morrer sozinho e não ver a família novamente; autoridades britânicas e chinesas defendem a legalidade da sentença.
Jimmy Lai, de 78 anos e cidadão britânico, recebeu 20 anos de prisão em Hong Kong por delitos de segurança nacional, em um veredito considerado politicamente motivado por críticos.
Reações internacionais foram de condenação. O Reino Unido, a ONU e a UE manifestaram oposição à sentença, defendendo a libertação imediata e sem condições. Organizações de direitos humanos exigiram respeito aos direitos humanos.
Lai é fundador do Apple Daily, jornal pró-democracia que encerrou suas atividades em 2021, após a prisão do empresário. Em 2020, ele foi detido semanas após a instalação de uma lei de segurança nacional imposta por Beijing.
O veredito aponta uma conivência com forças estrangeiras, além de uma acusação de conspirar para produzir material sedicioso. A posição legal envolve a lei de segurança nacional vigente em Hong Kong.
O caso é visto como um dos mais severos já aplicados a um acusado de segurança nacional em Hong Kong. Lai acumulou fortunas e foi uma voz crítica do Partido Comunista Chinês, dentro do território.
O filho de Lai, Sebastien, disse que o cumprimento da pena foi esperado, mas tão longo traz um peso emocional, com o medo de não ver a família novamente. Ele expressou o desejo de reencontrar o pai assim que possível.
O governo britânico afirmou que continuará a levantar o caso de Lai em alto nível junto de Beijing, destacando que a lei de segurança nacional foi criada para silenciar críticos. A imprensa local também está sob pressão.
Representantes da imprensa internacional afirmaram que o processo marca um momento sombrio para a liberdade de expressão em Hong Kong, conforme observações de organizações de defesa da mídia.
A China e Hong Kong responderam às críticas, sustentando que a sentença cumpre a lei, que, segundo autoridades, visa restaurar a estabilidade. O governo de Beijing afirmou que a cooperação internacional não deve interferir nos assuntos internos.
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