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Reforma tributária impõe teste de caixa com split payment

Reforma tributária com split payment exige revisão de preços, contratos e capital de giro em 2026, diante da nova lógica de créditos do IBS e CBS

IBS entra em vigor em 2026, unifica tributos sobre consumo e exige adaptação das PMEs em preços, sistemas e controles fiscais
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  • A reforma tributária já produz efeitos práticos em 2026, com fase de testes que exige revisão de preços, contratos e capital de giro para lidar com o split payment e a nova lógica de créditos do IBS e da CBS.
  • O split payment altera o ciclo financeiro: o vendedor recebe o valor líquido imediato, sem manter tributos em caixa, o que demanda ajustes na gestão de capital de giro.
  • Existem dois formatos em discussão: o “inteligente” (tributo retido integralmente e devolvido) e o “superinteligente” (créditos validados em tempo real, retenção apenas do valor líquido).
  • A reforma introduz não cumulatividade plena no IBS e na CBS, deslocando a formação de preços para considerar créditos gerados nas aquisições, o que pode aumentar disputas contratuais se valores brutos/líquidos não estiverem claros.
  • Reforçar cláusulas contratuais, especialmente em serviços, prever mecanismos de regresso em inadimplência fiscal e ficar atento a riscos indiretos como passivos trabalhistas e proteção de dados.

A reforma tributária já começa a impactar operações em 2026, mesmo na fase de testes. Empresas precisarão revisar preços, contratos e capital de giro ante o split payment e a nova lógica de créditos do IBS e da CBS, para manter fluxo de caixa.

Segundo o especialista Marcelo Costa Censoni Filho, a transição não é apenas expectativa. Decisões financeiras e tecnológicas agora podem definir margens e liquidez nos próximos anos.

O modelo de split payment altera o ciclo financeiro. Ao liquidar operações, a parcela de tributos é separada automaticamente, reduzindo recursos no curto prazo e exigindo ajustes na gestão de caixa.

No formato atual em discussão, há dois caminhos. O modelo “inteligente” retém o tributo integral e devolve o saldo em dias. O “superinteligente” valida créditos em tempo real e reteria apenas o valor líquido.

Split payment na reforma tributária

Essa mudança implica que o vendedor receba o valor líquido já na operação, sem manter tributos em caixa até o recolhimento. A prática exige revisão de contratos e de governança financeira para evitar gaps de liquidez.

Nova lógica de créditos no IBS e CBS

A não cumulatividade plena envolve o equilíbrio entre imposto devido na venda e créditos por aquisições. Preços com valores brutos ou líquidos precisam de clareza contratual para evitar litígios.

Contratos sem especificação clara podem gerar disputas durante a transição, conforme aponta Censoni Filho. Critérios de eficiência ganham peso na decisão entre internalizar e terceirizar atividades.

Contratos e riscos indiretos

Especialista recomenda reforçar cláusulas em prestação de serviços, com detalhamento da cadeia de créditos e mecanismos de regresso ante inadimplência fiscal do fornecedor.

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