- Um requerente de asilo eritreu, originalmente marcado para deportação à França hoje no âmbito do esquema “um entra, um sai”, teve o bilhete cancelado após uma tentativa séria de suicídio.
- Ele foi descoberto ontem pelo colega de cela, que acionou as autoridades; atualmente está sob vigilância 24 horas em detenção.
- O acordo entre Reino Unido e França, firmado em agosto do ano passado, prevê a deportação de um requerente que chega ao Reino Unido em barco vindo da França, em troca de alguém que não tenha tentado cruzar o canal.
- Segundo o Home Office, 605 pessoas foram devolvidas à França até 28 de abril, e 581 foram trazidas ao Reino Unido; em 9 de maio, 196 pessoas cruzaram o canal em três barcos.
- Organizações de defesa afirmam que muitos detidos têm traumas pré-existentes; a diretora da Medical Justice disse que, entre 20 casos avaliados, todos tinham histórico de tortura, maus-tratos ou tráfico e sérios problemas de saúde mental.
O detento veemente étnico eritreu, que estava previsto para ser deportado hoje para a França, teve a passagem suspensa após tentativa de suicídio. O caso envolve o regime britânico de retorno denominado “one in, one out”.
Ele foi descoberto pelo colega de cela na última terça-feira e permanece sob vigilância 24 horas. A unidade de detenção informou que está sob monitoramento constante devido ao risco de autolesão.
Contexto do acordo UK-França
Segundo acordo assinado em agosto, um solicitante que chega ao Reino Unido em barco vindo da França é devolvido em troca de outra pessoa que não tenha tentado atravessar o canal. Dados do Home Office indicam que, até 28 de abril, 605 foram devolvidos à França e 581 trazidos ao Reino Unido.
Um detento que presenciou o incidente afirmou que o preso estava detido há cerca de 17 ou 18 dias e, ao saber da passagem, ficou emocionalmente exausto. A situação gerou tristeza entre os presidiários.
Emma Ginn, diretora da organização Medical Justice, destacou que muitos clientes sob o “one in, one out” possuem histórico de trauma, tortura ou tráfico, e que a vulnerabilidade mental é comum. Ela cobra salvaguardas mais eficazes.
O Home Office foi procurado para comentar o caso. O desfecho ainda depende de avaliações médicas e das decisões administrativas sobre a possível continuidade do retorno.
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