- A partir de 25 de fevereiro de 2026, nacionais britânicos duais precisam apresentar passaporte britânico válido ou certificado de entitlement para viajar ao Reino Unido; o certificado custa £589.
- Além disso, viajantes precisam de autorização eletrônica de viagem (ETA) para visitas curtas, com tarifa de £16.
- Quem não cumprir pode ficar impedido de embarcar em avião, balsa ou trem rumo ao Reino Unido, gerando relatos de britânicos no exterior.
- O governo afirma que as regras fazem parte de um programa de digitalização para tornar a viagem mais ágil e fortalecer o controle migratório.
- Grupos de defesa de direitos de cidadãos europeus criticam o custo e a comunicação, defendendo uma alternativa de autorização de viagem de baixo custo semelhante à canadiana.
A partir de 25 de fevereiro de 2026, cidadãos britânicos com dupla nacionalidade podem enfrentar impedimentos de embarque para o Reino Unido caso não apresentem passaporte britânico válido ou o certificado de direito de viagem anexado ao segundo passaporte. A medida faz parte de um conjunto de controles de fronteira que passam a exigir autorização de viagem eletrônica para quem não é cidadão britânico ou irlandês.
O governo informou que, pela primeira vez, portadores de dupla nacionalidade deverão apresentar o passaporte britânico para viajar ao Reino Unido ou pagar o certificado de direito de viagem, no valor de 589 libras, para anexar ao passaporte da outra nacionalidade. A mudança chega após queixas de britânicos que vivem ou viajam no exterior sobre dificuldades para entrar no país.
Relatos de afetados apontam que a comunicação sobre as regras não foi clara para quem reside fora do Reino Unido, tornando o custo de manter dois passaportes um entrave para famílias. Em alguns casos, há quem tenha renunciado à nacionalidade britânica para obter cidadania de outro país, com impactos ainda por detalhar.
Impacto para cidadãos binacionais
Usuários que vivem na Espanha, por exemplo, relatam situações em que dependentes nasceram com dupla nacionalidade e podem ter de enfrentar novas exigências ao retornar ao país de origem. Autoridades sinalizam que mudanças visam agilizar a verificação de identidade e restringir acessos a quem possa representar ameaça.
Alguns portadores de dupla nacionalidade já planejam viagens de curto prazo ou trabalho para datas próximas, sem garantia de retorno caso não consigam cumprir as novas exigências. Um viajante britânico com cidadania italiana explicou que nunca teve de possuir o passaporte britânico para entrar, e agora teme ficar impossibilitado de retornar após viagens.
O Ministério do Interior confirmou que, a partir de 25 de fevereiro, todos os cidadãos britânicos com dupla nacionalidade deverão apresentar o passaporte válido ou o certificado de direito de viagem para evitar atrasos na fronteira. A pasta justifica a digitalização como forma de melhorar a experiência de viagem e ampliar o controle imigratório.
Entidades que atuam pela defesa de cidadãos europeus no Reino Unido têm defendido opções de menor custo, como uma autorização de viagem única, similar à usada no Canadá, para substituir o certificado de 589 libras. A demanda de grupos argumenta que a tecnologia já existente poderia ser utilizada para flexibilizar as regras sem prejudicar a segurança.
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