- Quase oitenta mil pessoas participaram de um treinamento on-line para “observar ICE” e mais duzentas mil assistiram à gravação no YouTube em vinte e quatro horas.
- Observadores documentam ações de imigração em várias regiões dos EUA, após as mortes de Alex Pretti e Renee Good em Minneapolis.
- Organizando, comunidades dizem que as observações ajudam a revelar o que ocorre e a evitar prisões arbitrárias, fortalecendo a presença de observadores nos locais das operações.
- O governo federal e a Casa Branca acusam a observação de ser ilegal ou equivalente a terrorismo, enquanto o DOJ anunciou investigação sobre a morte de Pretti; vídeos contestam versões oficiais.
- Especialistas citam aumento de riscos legais para ativistas, com análises mostrando que muitos casos federais contra observadores foram reduzidos ou arquivados, porém a mobilização continua.
O que aconteceu: uma mobilização cidadã ganhou força nos EUA para observar ações de agentes de imigração, o ICE. A virada ocorreu após a morte de dois moradores de Minneapolis, Renee Good e Alex Pretti, atingidos por agentes federais. Em menos de uma semana, milhares passaram a documentar operações de ICE em comunidades locais.
Quem está envolvido: cidadãos comuns, observadores de ICE, autoridades federais e líderes municipais. Pessoas de diversas regiões convergiram para treinamentos on-line de observação, enfatizando o direito de documentar ações de fiscalização em espaços públicos. Organizações locais destacam o papel de quem observa como ferramenta de transparência.
Quando e onde ocorreu o marco inicial da mobilização: a sessão de treinamento on-line ocorreu numa segunda-feira à noite, com participação de quase 80 mil pessoas, seguida de mais de 200 mil visualizações no YouTube em 24 horas. O contexto envolve Minneapolis, Minnesota, além de atividades em Phoenix, Sudeste americano e outras regiões.
Desdobramentos e riscos legais
Organizadores destacam que a presença de observadores pode dissuadir abordagens de autoridades e auxiliar no registro de procedimentos. A discussão acompanha a reação federal às mortes de Good e Pretti, com declarações de autoridades que tentam enquadrar a observação como atividade potencialmente violenta, algo contestado por vídeos e testemunhos. O Departamento de Justiça anunciou investigação sobre a morte de Pretti.
A depender do cenário, há tensões entre as liberdades civis e ações governamentais. Observadores relatam ameaças de retaliação e ressaltam que o direito de filmar em locais públicos é protegido pela Primeira Emenda. Promotores e advogados denunciam um cenário de maior risco para ativistas, ainda que dados oficiais mostrem medidas migratórias que resultaram em acusações menores em muitos casos.
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