- O governo levará à Fiscalía a recusa de permitir a entrada de mulheres na cofradia da Puríssima Sang del Nostre Senyor Jesucrist de Sagunto, considerado anacrônico e discriminatório, após reunião com o coletivo Semana Santa Inclusiva.
- A ministra da Igualdade, Ana Redondo, reuniu-se em Valencia com representantes do grupo para buscar soluções em torno da inclusão feminina, antes das próximas processões.
- Em Sagunto, a votação ocorreu no domingo: 267 cofrades foram contrários à inclusão e 114, favoráveis; o tema poderá ser encaminhado à fiscalia.
- O governo pretende revisar o registro da cofradía como entidade religiosa e o estatuto, para entender se há irregularidades que exijam resposta oficial, além de acompanhar os afetados.
- O Ministério já abriu um expediente para retirar o reconhecimento da Semana Santa de Sagunto como Fiesta de Interés Turístico Nacional, título mantido desde 2004; o coletivo avalia possíveis ações após a Semana Santa.
A ministra da Igualdade, Ana Redondo, confirmou que levará à Fiscalía a exclusão de mulheres da cofradia da Puríssima Sang del Nostre Senyor Jesucrist, em Sagunto, Valencia. A informação foi anunciada após encontro em Valencia com o coletivo Semana Santa Inclusiva.
Redondo destacou que a decisão é vista como um anacronismo e um retrato de desigualdade. Ela afirmou que a consulta à fiscalia ocorrerá após as próximas procissões, em sintonia com o grupo saguntino que defende a inclusão feminina.
A reunião ocorreu na Delegação do Governo em Valencia, com participação de Diana Morant, Pilar Bernabé e o prefeito de Sagunto, Darío Moreno. O encontro ocorreu após a votação de domingo, que rejeitou a participação de mulheres por 267 votos contra 114.
Reconsideração do registro e próximos passos
Redondo informou que o Ministério também revisará como a cofradia está registrada, incluindo o estatuto, para identificar eventuais anomalias. Ela mencionou ainda apoio aos afetados e referência a um possível impacto no reconhecimento de Festa de Interês Turístico Nacional.
Blanca Ribelles, do colectivo, agradeceu a abertura ao diálogo e afirmou que a ideia é alcançar igualdade de direitos e deveres na cofradia. Ela ressaltou a tensão local, com a população de Sagunto dividida entre o casco antigo e o Porto.
O grupo avalia ações futuras, sem confirmar se levará o caso aos tribunais. A prioridade é reduzir o conflito até o fim da Semana Santa, com novas concentrações previstas para a próxima terça-feira, às 19h, na ermita da Puríssima Sang.
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