- Reino Unido reduzirá o orçamento de ajuda internacional em grande parte da África, priorizando países afetados por conflitos para financiar o aumento de defesa.
- O governo assegura proteção de recursos para Sudão, Ucrânia, Líbano e territórios palestinianos.
- O total de gastos previsto é de aproximadamente £ 1,4 bilhão por ano nos próximos três anos, em áreas com maior necessidade humanitária.
- A assistência bilateral a outros países será reduzida; haverá faseamento da ajuda bilateral aos países do G20, exceto a Turquia.
- O foco passará a ser de parceria e investimento, em vez de doação; apoio a mulheres e meninas permanece, com cerca de £ 6 bilhões destinados a enfrentar os impactos da mudança climática.
Britain vai reduzir o orçamento de ajuda internacional em grande parte da África e priorizar países afetados por conflitos. A mudança ocorre após o governo decidir, no ano passado, reduzir gastos em desenvolvimento para financiar defesa.
O governo confirmou que, nos próximos três anos, cerca de 1,4 bilhão de libras por ano serão destinados às áreas com maior necessidade humanitária. O pacote mantém proteção de países como Sudão, Ucrânia, Líbano e territórios palestinianos.
Foreign Secretary Yvette Cooper afirmou que haverá redução direta de ajuda bilateral para outros países, com fim gradual da assistência bilateral a países do G20, exceto a Turquia, que recebe refugiados. África e Oriente Médio terão cortes.
A abordagem prioriza parceria com foco em capacitar, não apenas doar, segundo Cooper. O objetivo é compartilhar conhecimento e fortalecer capacidades para que os países se desenvolvam sem depender de novas doações.
O governo mantém prioridade de apoiar mulheres e meninas, além de investir cerca de 6 bilhões de libras em ações ligadas ao clima, para quem mais sofre com mudanças climáticas.
A Grã-Bretanha foi a quarta maior fornecedora de ajuda internacional em 2024, com quase 18 bilhões de dólares, segundo a OCDE. EUA, Alemanha e instituições da UE aparecem à frente.
A redução ocorre em meio à promessa de campanha de restaurar o peso da ajuda de 0,7% do GNI, após ter sido reduzida para 0,5% durante a pandemia pela administração anterior.
Novo foco de ajuda: como será a distribuição
A redução afeta principalmente África e Oriente Médio, com exceção de prioridades como Somália e Iêmen, que permanecem na lista de foco, mas com menos transferências diretas. O país continuará avaliando cada parceria com base em resultados.
Estrutura de financiamento e impactos
A mudança transforma o papel da nação de doador para investidor, com ênfase em cooperação técnica e construção de capacidade institucional. A medida busca equilíbrio entre ajuda humanitária e desenvolvimento sustentável.
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