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Conflito no Irã pode levar 45 milhões à fome aguda até junho, diz o WFP

A guerra no Irã pode levar 45 milhões à fome aguda até junho, segundo o Programa Alimentar Mundial, com rotas de ajuda bloqueadas e custos de envio elevados

Emergency personnel work at the site of a strike on a residential building, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 16, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • A análise do Programa Mundial de Alimentos aponta que até 45 milhões de pessoas a mais podem passar fome aguda até junho, se o conflito com o Irã continuar.
  • O total de pessoas em fome aguda pode superar o recorde atual de 319 milhões de pessoas.
  • Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, iniciados em fevereiro, interromperam rotas humanitárias importantes e atrasaram remessas essenciais.
  • Os custos de transporte subiram 18% desde o início dos ataques, com algumas rotas precisando ser redirecionadas, agravando gastos já reduzidos por cortes financeiros de doadores.
  • O representante adjunto-executivo do WFP, Carl Skau, descreveu o cenário como terrível e destacou que a fome já era alta antes do conflito.

Tensões entre EUA, Israel e Irã podem provocar fome aguda para dezenas de milhões. A avaliação foi divulgada pela Programa Alimentar Mundial (PAM/WFP) nesta terça-feira, em Genebra. O estudo aponta que o conflito, se mantido até junho, eleva o risco de fome extrema no mundo.

Conflito iniciou-se com ataques a Iran relacionados aos Estados Unidos e Israel em 26 de fevereiro. Esses ataques teriam interrompido rotas humanitárias essenciais, atrasando remessas de alimentos a áreas em crise em várias regiões.

Carl Skau, vice‑diretor executivo do PAM, informou a repórteres que até 45 milhões de pessoas podem entrar em fome aguda. O número se soma aos 319 milhões já registrados como em fome, antes da atual escalada.

Os custos de envio também pressionam o PAM. Segundo Skau, os custos de frete subiram 18% desde o início dos ataques a Iran, com parte dos envios sendo redirecionada. O financiamento público diminuiu diante de prioridades de defesa.

Impacto nas rotas de ajuda

  • A interrupção de caminhamentos logísticos agrava atrasos em remessas de alimentos e combustível para operações de emergência.
  • A organização cita necessidade de novos fluxos logísticos e maiores recursos para mitigar déficits.
  • O PAM reforça que manter as rotas de ajuda é crucial para evitar agravamento de crises humanitárias já existentes.

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