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ONU busca US$ 325 milhões para Líbano enquanto guerra desloca 800 mil pessoas

ONU lança apelo-relâmpago de 325 milhões de dólares para o Líbano, diante de deslocamento de mais de 800 mil pessoas e necessidade urgente de recursos

People gather after an evacuation order, following an escalation between Hezbollah and Israel, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in central Beirut, Lebanon, March 12, 2026. REUTERS/Claudia Greco
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  • A ONU abriu um apelo de emergência de 325 milhões de dólares para ajudar o Líbano a lidar com as consequências da guerra, que já deixou mais de 800 mil pessoas desabrigadas.
  • O secretário-geral Antonio Guterres disse, de Beirute, que solidariedade em palavras precisa ser convertida em ação.
  • Israel lançou ofensiva contra o Hezbollah na semana passada, após o grupo responder ao ataque de 2 de março; o Hezbollah tem ataques diários e Israel ampliou operações terrestres e aéreas.
  • O conflito já deixou cerca de 700 mortos.
  • Organizações humanitárias alertam para disponibilidade de recursos em queda e dizem que novas contribuições são essenciais para manter a assistência.

A Organização das Nações Unidas lançou um apelo rápido de 325 milhões de dólares para lidar com as consequências da guerra que já expulsou mais de um sétimo da população do Líbano. O anúncio ocorreu em Beirute, nesta sexta-feira, com o tom de urgência diante do agravamento da crise humanitária.

O lançamento foi feito pelo secretário-geral Antonio Guterres, que destacou a necessidade de ações concretas para acompanhar as palavras de solidariedade. A ofensiva israelense, iniciada na semana passada, intensificou as operações após confrontos com o Hezbollah, grupo Hezbollah apoiado pelo Irã.

O Hezbollah continua lançando ataques diários com foguetes e drones, conforme relatos de organizações de ajuda. Israel ampliou operações terrestres e ataques aéreos, incluindo bombardeios em Beirute e outras regiões do país.

Até o momento, cerca de 700 pessoas morreram e mais de 800 mil foram obrigadas a deixar suas casas, conforme estimativas de autoridades locais e organizações humanitárias. A necessidade de recursos crescentes já é sentida no terreno.

A escassez de financiamento agrava a resposta humanitária. Organizações relatam que os fundos atuais só permitem atender aos mais vulneráveis, com cortes em programas de auxílio em dinheiro e assistência essencial.

Financiamento e desdobramentos

Especialistas apontam que o cenário financeiro global está ainda mais restrito, dificultando a mobilização de dotações. O PNUD e agências dizem que novas contribuições são cruciais para manter a resposta.

Além disso, entidades como o Programa Alimentar Mundial alertam para o risco de rupturas no abastecimento de comida para famílias em situação crítica, se os recursos não chegarem aos novos componentes do plano.

A agência de refugiados UNHCR informou ano passado ter recebido apenas 25% dos recursos necessários para o Líbano em 2025, o que levou à redução de programas de assistência em dinheiro.

O conflito já severamente atingiu a economia libanesa, com impactos em serviços básicos, saúde e educação. Organizações humanitárias destacam a necessidade de coordenação entre doadores e parceiros locais para manter a ajuda.

Medair, Solidarités International e outras ONGs ressaltam que, sem novos recursos, a resposta emergencial tende a se esgotar em poucas semanas, comprometendo atendimento a famílias vulneráveis.

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