- Neste ano, mais 200 mil crianças afegãs enfrentam desnutrição aguda, segundo a Organização das Nações Unidas.
- Estima-se que 3,7 milhões de crianças precisarão de tratamento para desnutrição.
- Cortes de financiamento deixam a WFP com recursos para tratar apenas um em cada quatro pacientes que necessitam de tratamento.
- Ajuda internacional caiu desde 2021, piorando a crise, agravada pela violência na fronteira com o Paquistão.
- Políticas de expulsão em Paquistão e Irã resultaram em mais de 5 milhões de retornados, pressionando recursos e dificultando o acesso a serviços de saúde, especialmente no inverno.
A crise de desnutrição aguda em crianças afegãs se agrava em 2026, conforme alerta da ONU. Centenas de milhares de pequenas não recebem tratamento adequado devido a cortes de financiamento, violência na fronteira com o Paquistão e outros choques.
O Programa Alimentar Mundial, escritório na Suíça, informou que cerca de 200 mil crianças a mais devem enfrentar desnutrição neste ano. Aylieff, diretor do WFP no país, destacou que apenas uma em cada quatro crianças necessitadas deve ter acesso ao tratamento.
Segundo ele, as reduções de recursos deixam o órgão com pouco financiamento para ampliar serviços de nutrição. Aylieff também mencionou dificuldades de alcançar comunidades remotas atingidas pela neve.
A ONU apontou que retornos forçados de refugiados, pressionados por políticas de expulsão no Paquistão e no Irã, somam mais de 5 milhões desde 2023, aumentando a demanda por assistência em áreas já sensíveis. Filas de clínicas ficaram interrompidas em zonas de conflito.
Contexto: impacto do conflito e logística de atendimento
A evolução da violência na fronteira complica o acesso a serviços de saúde. O WFP teme que a intervenção seja medida pela continuidade das hostilidades, elevando o risco de mortes infantis durante o inverno e no fim do inverno, quando as condições estão mais duras.
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