- Grupos de ajuda apresentaram uma petição à Suprema Corte de Israel para que as organizações possam continuar operando em Gaza, sob risco de interrupção caso não cumpram novas exigências de divulgação de informações sobre funcionários.
- Trinta e sete organizações internacionais, entre elas Médicos Sem Fronteiras e Norwegian Refugee Council, teriam de encerrar atividades em poucos dias, após ordem de fim de dezembro para parar em Gaza e na Cisjordânia em sessenta dias.
- As entidades argumentam que compartilhar dados dos funcionários colocaria em risco a segurança, especialmente em meio ao conflito em Gaza.
- Dezoito NGOs e a Association of International Development Agencies protocolaram conjuntamente na Suprema Corte de Justiça de Israel pedindo suspensão urgente da decisão, alertando para consequências humanitárias catastróficas.
- Autoridades da ONU e aliados destacam que, mesmo entre as organizações autorizadas, seria possível atender apenas a uma fração da demanda humanitária em Gaza, já devastada pela crise.
Dozens de grupos de ajuda apresentaram petição à Suprema Corte de Israel para manter as operações em Gaza, diante de uma ordem que, se não cumprida, pode levar ao fechamento das atividades. Ao todo, 37 organizações, entre elas Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Norwegian Refugee Council, seriam obrigadas a encerrar em poucos dias caso não atendam a novas regras de divulgação de dados de funcionários.
As entidades argumentam que compartilhar informações sobre a equipe pode colocar profissionais em risco. Durante o conflito em Gaza, centenas de trabalhadores humanitários foram alvo de ataques, ferimentos ou morte, segundo organizações da área.
Israel justificou as exigências como forma de evitar desvios de ajuda por grupos armados palestinos. As ONGs, no entanto, contestam a alegação, afirmando que uma parcela significativa da ajuda já estava chegando aos destinos necessários.
Seventeen NGOs e a Association of International Development Agencies protocolaram a ação conjunta na High Court of Justice, pedindo suspensão urgente da decisão. O grupo ressalta possíveis impactos humanitários devastadores caso o acesso seja restrito.
Consequências humanitárias
Alguns dos 37 grupos também operam serviços especializados, como hospitais de campo, que poderiam parar ou reduzir significativamente as atividades. Órgãos coordenadores da ONU alertam que, mesmo com operações permitidas, o atendimento poderá atender apenas a uma fração das necessidades em Gaza.
Anne-Claire Yaeesh, da Humanity & Inclusion, destacou que equipes com membros estrangeiros, encarregadas de educação sobre riscos de explosões, tiveram de deixar Gaza recentemente e não conseguiram retornar por estarem desregistradas.
A situação mantém-se sob expectativa jurídica, com a comunidade humanitária buscando uma solução que garanta a continuidade dos serviços essenciais sem comprometer a segurança de seus profissionais.
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