- O rapper D4vd, cujo nome legal é David Anthony Burke, teve a audiência de evidências adiada novamente, para 29 de junho, em Los Angeles.
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Procuradores divulgaram, em 29 de abril, um breve de evidências que descreve como o corpo da vítima Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, foi encontrado dismembrado no Tesla que ele possuía.
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As acusações incluem homicídio qualificado em primeiro grau, abuso sexual continuado de menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos humanos, com alegações de circunstâncias especiais de homicídio de testemunha, ganho financeiro e emboscada.
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A defesa pediu o adiamento para não contaminarem o júri, e Burke concordou com a nova prorrogação, aparecendo em audiência com o uniforme laranja.
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Se condenado, Burke pode pegar prisão perpeta sem possibilidade de liberdade ou a pena de morte.
D4vd teve a audiência de evidências adiada por mais um mês após a promotoria apresentar novas informações. O cantor, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, apareceu em uma corte de Los Angeles nesta terça-feira. O pedido de adiamento partiu da defesa, após a divulgação de um briefing de evidências considerado perturbador pela defesa. A nova data da audiência é 29 de junho. O caso envolve a morte de Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, em 2025.
Segundo o Ministério Público, Burke teria atraído a vítima para uma casa alugada em Los Angeles, onde houve homicídio na data de 23 de abril de 2025. A promotoria sustenta que o corpo foi desmembrado com uma motosserra e mantido oculto por meses. A defesa argumentou que a divulgação pública do briefing poderia influenciar o júri, e pediu o segredo do documento, sem sucesso.
Na sessão anterior, em 29 de abril, Burke permaneceu com o status de inocente e indicou desejo de acelerar o andamento do inquérito. A juíza indeferiu o pedido de sigilo do documento explosivo. O atacante recebeu a notícia de que o material poderia impactar o processo e viu a defesa buscar novas frentes para o caso.
Nesta terça-feira, Burke compareceu novamente usando uniforme laranja. Uma fonte judicial confirmou à Rolling Stone que o réu concordou com o adiamento. O próximo comparecimento ocorre em 17 de junho para uma nova conferência de status. A data original da próxima fase era 26 de maio.
No processo, Burke foi acusado de homicídio em primeiro grau, abuso sexual continuado de menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos humanos. A acusação também inclui circunstâncias especiais de assassinato de testemunha, assassinato por ganho financeiro e emboscada. A pena pode chegar à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade.
A promotoria descreve, em um documento de nove páginas, que imagens de vigilância mostram Burke conduzindo o Tesla em julho de 2025, deixando-o perto da casa alugada e partindo para uma turnê. O veículo foi rebocado e apreendido, com a descoberta dos restos de Rivas ocorrendo em setembro de 2025.
O relatório afirma que, por semanas ou meses, o corpo ficou na carga do veículo, enquanto Burke mentia para amigos e colegas sobre o forte cheiro de decomposição em sua residência e no carro. Textos entre Burke e a vítima, segundo a acusação, tratam de temas sensíveis como sexo, gravidez e aborto.
Caso seja condenado, Burke pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade ou a pena de morte. O processo segue com a produção de evidências e audiências para esclarecer os fatos ocorridos entre 2025 e os acontecimentos subsequentes.
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