- Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza, ocorrida em Caldas Novas, com autoria atribuída ao síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso preventivamente.
- O crime aconteceu no dia 17 de dezembro; o corpo foi encontrado no dia 28 de janeiro em uma região de mata, após mais de quarenta dias do desaparecimento.
- Celular de Daiane foi localizado dentro de uma caixa de esgoto do prédio, permanecendo na tubulação por quarenta e um dias; a partir do aparelho foi extrado um vídeo que mostra o ataque no subsolo.
- A investigação indica que o crime foi premeditado, com a vítima sendo atraída ao subsolo após a energia do apartamento ter sido desligada propositalmente; Daiane filmou parte do que ocorria.
- Na conclusão, a polícia afirmou que Cléber foi o único autor do homicídio; o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, foi preso por ocultação, mas não teve participação comprovada no crime. Cléber poderá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi preso e será indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, no caso da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, morta em Caldas Novas, sul de Goiás. O crime ocorreu em 17 de dezembro, data do desaparecimento, no subsolo de um condomínio da cidade. O corpo foi encontrado no dia 28 de janeiro, em uma região de mata, após diligências da polícia.
As investigações apontam que Daiane foi atraída ao subsolo após a interrupção proposital da energia no apartamento, o que teria provocado a descida da vítima para checar a queda de luz. Em vídeo extraído de um celular encontrado na tubulação de esgoto do prédio, é possível ver o momento em que Daiane é atacada no subsolo.
Dinâmica e evidências
A polícia detalhou que o autor utilizou capa/mascara, luvas e manteve o carro com a capota aberta nas proximidades. Após o ataque, Daiane foi levada para uma região de mata, onde foi morta com dois tiros na cabeça. Segundo o laudo, uma bala ficou alojada e a outra saiu pelo olho esquerdo; a arma usada é uma pistola semiautomática do calibre .380.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, com apoio da Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiânia. O vídeo gravado pela vítima, que chegou a compartilhar parte da gravação antes do desaparecimento, foi apontado como elemento-chave para esclarecer a autoria.
O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, chegou a ser preso sob suspeita de ocultação de cadáver, mas a polícia concluiu que ele não participou do crime. Cléber segue preso preventivamente e aguarda o indiciamento formal pelo crime.
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