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Monumento Stonewall, alvo da administração Trump, entre os mais ameaçados

Stonewall National Monument entre os lugares históricos mais ameaçados, diante de ações federais que reduzem a representação LGBTQ+ e proteções de terras públicas

Stonewall National Monument, New York City
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  • A National Trust for Historic Preservation divulgou a lista anual “11 lugares históricos mais ameaçados dos EUA”, destacando sítios ligados à ideia de igualdade retratada na Declaração de Independência.
  • Stonewall National Monument, em Nova York, aparece na lista devido a ações federais que afetam a representação de história LGBTQ+.
  • O The President’s House Site, em Filadélfia, teve painéis sobre escravidão removidos e depois reinstalados; tribunal federal proibiu novas alterações, e imagens digitais de novas placas mostram referências à escravidão mais suaves.
  • A Grande Chaco Cultural Landscape, que abrange Novo México, Colorado, Arizona e Utah, corre risco com propostas da administração de encerrar proteções que impedem exploração de petróleo e gás em terras ancestrais.
  • Outros locais em perigos incluem Tule Lake Segregation Center, na Califórnia, ameaçado por desenvolvimento; El Corazón Sagrado de la Iglesia de Jesús, em Ruidosa, pela possível construção de muro na fronteira; e o Ben Moore Hotel, no Alabama, que foi adquirido pela Conservation Fund para proteção até que haja parceria comunitária; cada sítio recebe doação de quinhentos mil para ações de preservação.

O Stonewall National Monument, em Nova York, figura entre os 11 lugares históricos mais ameaçados dos EUA na edição deste ano da lista anual da National Trust for Historic Preservation. A seleção aponta ações federais que ameaçam a preservação de espaços ligados à igualdade e ao movimento LGBTQ+. A lista também destaca cortes de financiamento, negligência e censura histórica.

O conjunto de locais incluídos reflete uma resposta à afirmação de igualdade presente na Declaração de Independência. Entre os espaços, há locais de reunião para pautas de direitos civis, bem como sítios religiosos que serviram de refúgio para comunidades marginalizadas. A entidade ressalta que há risco de apagamento deliberado e de planos de desenvolvimento prejudiciais.

Locais de destaque e desdobramentos

  • The President’s House Site, em Filadélfia, teve painéis sobre escravidão removidos pelo Serviço Nacional de Parques em janeiro, após uma ação judicial. Ainda assim, parte dos painéis foi reinstalada e uma corte ordenou não alterar mais o local. Painéis substitutos suavizam referências à escravização.
  • Stonewall National Monument permanece na lista por ações federais que reduzem a representação histórica de pessoas transgênero e como a história LGBTQ+ é narrada em espaços públicos.
  • O Greater Chaco Cultural Landscape, que abrange Novo México, Colorado, Arizona e Utah, corre risco com propostas de encerrar proteções que impediram exploração de petróleo e gás. Essas áreas ficam próximas a sítios arqueológicos do Chaco Culture National Historical Park.

Outros pontos sob risco

  • Tule Lake Segregation Center, na Califórnia, enfrenta expansão de desenvolvimento, com previsão de instalação de uma cerca que pode alterar o local que abriga memórias de internos de guerra.
  • El Corazón Sagrado de la Iglesia de Jesús, em Ruidosa, Texas, permanece desativado desde a década de 1950; a construção do muro de fronteira pode atravessar a região, comprometendo o patrimônio.
  • O Ben Moore Hotel, em Montgomery, Alabama, que recebeu hóspedes negros durante a era de segregação, estava à venda. Foi adquirido pelo Conservation Fund para proteção temporária até parcerias com a comunidade.

Notas finais

A National Trust sustenta que cada site incluído receberá um aporte único de 25 mil dólares para suporte imediato. A lista, criada em 1988, já ajudou a proteger mais de 350 locais nacionais e reforça a importância de preservar histórias muitas vezes pouco exploradas. Credita-se aos locais o debate sobre uma visão histórica mais ampla e inclusiva.

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