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Pesquisa identifica cela onde ditadura simulou suicídio de Herzog

Unifesp identifica cela do DOI-Codi onde foi forjado o suicídio de Vladimir Herzog, fortalecendo evidências de fraude estatal e impacto histórico

Pesquisa identifica cela em que ditadura simulou suicídio de Herzog
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  • Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo identificaram a cela do DOI-Codi de São Paulo onde agentes da ditadura simularam o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975.
  • A localização fica no primeiro andar, no prédio dos fundos, próximo ao corredor, na área que hoje abriga a 36ª Delegacia, na Rua Tutóia, 921.
  • A identificação foi possível por meio de evidências documentais, periciais, arquitetônicas e comparação com fotos da época, incluindo o ponto de fixação de um ferrolho na alvenaria.
  • A pesquisa relaciona o caso de Herzog ao de José Ferreira de Almeida, torturado e morto dois meses antes, apontando que as duas mortes teriam ocorrido na mesma “cela especial nº 1”.
  • A conclusão dos estudos mostra que o espaço utilizado para pendurar Herzog é o mesmo registrado na fotografia divulgada na época, validando a localização histórica e jurídica do crime.

A pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou a cela do DOI-Codi de São Paulo onde agentes da ditadura militar teriam simulado o suicídio do jornalista Vladimir Herzog. O crime ocorreu em 25 de outubro de 1975, dentro do órgão de repressão que funcionou entre 1969 e 1983. A descoberta ajuda a esclarecer a materialidade do encenado suicídio e a assegurar evidências históricas, jurídicas e arquitetônicas.

Segundo a equipe coordenada pela Unifesp, localizar fisicamente o espaço permite demonstrar, com base em evidências, a construção de mentiras oficiais durante o regime. A identificação foi possível graças à preservação do espaço e a estudos históricos, arqueológicos e de arquitetura realizados por universidades públicas.

Fotografias e laudos periciais

A análise envolveu laudos de peritos que estudaram a cena de Herzog e de José Ferreira de Almeida, morto em agosto de 1975, além de depoimentos do fotógrafo que registrou a suposta cena de suicídio. Os documentos apontam a “cela especial nº 1” como o local do registro fotográfico.

A sala identificada fica no primeiro andar, nos fundos do conjunto onde hoje funciona a 36ª Delegacia, na Rua Tutóia, 921. Elementos construtivos compatíveis com pontos de fixação de um ferrolho ajudaram a confirmar a localização por meio de imagens históricas e da comparação com o estado atual da alvenaria.

A investigação contou com a comparação de padrões gráficos dos tacos e da paginação das fotos antigas com o que permanece no prédio. A preservação estrutural foi essencial para confirmar a correspondência entre o registro da época e o espaço identificado.

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