- A enorme escultura de uma águia com a suástica, retirada em 2006 do couraçado alemão Graf Spee, ficou escondida na fortaleza Cerro, após breve exibição em Montevideo.
- O Graf Spee afundou no Rio da Prata, deixando a águia como símbolo do navio; o governo decidiu não manter a peça em exibição pública para evitar culto ou propaganda nazista.
- Há debates sobre o destino da peça: um ex-presidente chegou a sugerir derreter e transformar em uma pomba da paz; outra ideia é expô-la em um museu.
- A бастante atual propõe instalar a águia no borde de uma estrutura parecida com a proa de um navio, com passarela para visitas, em Punta del Este, o que gerou críticas de especialistas.
- A escultura pesa cerca de meio tonel, tem mais de 1,8 metro de altura e quase 3 metros de envergadura; desde a recuperação houve disputas legais com o financiador do projeto e decisões administrativas sobre o seu destino.
O que aconteceu: uma enorme escultura de bronze de uma águia segurando uma suástica foi resgatada do casco do navio alemão Graf Spee, afundado na Batalha do Rio da Plata em 1939. O achado ficou sob o fundo do Rio da Prata, perto da costa uruguaia, por quase 70 anos. Em 2006, foi recuperada e exposta brevemente em Montevidéu, mas o governo decidiu não dar visibilidade ao símbolo nazista, e a peça foi recolhida para uma base militar.
Quem está envolvido: a recuperação ficou a cargo do explorador britânico Mensun Bound, ligado à Universidade de Oxford, e do mergulhador Héctor Bado. A peça ficou sob custódia militar no Forte Cerro, em Montevidéu. Ao longo dos anos, houve disputas legais envolvendo Alfredo Etchegaray, financiador da expedição, que cobra indenização ao Estado.
Quando e onde: o navio Graf Spee afundou em dezembro de 1939, após bombardear navios britânicos e neozelandeses e aportar em Montevidéu. A escultura, com mais de 1,8 m de altura, foi retirada do fundo do Rio da Prata em 2006 e permanece no Uruguai, sem exposição pública contínua desde então.
Por quê: o destino da obra permanece incerto devido ao simbolismo nazista e ao temor de que se torne objeto de culto ou de turismo impróprio. Em 2023, o então presidente Luis Lacalle Pou anunciou a ideia de derreter a escultura, mas recuou após repercussão pública. A discussão envolve educação histórica versus captura turística da peça.
História e controvérsias
A primeira exibição pública ocorreu num saguão de hotel em Montevidéu, atraindo milhares de visitantes, antes de ser removida para evitar símbolos extremistas. O governo justificou a decisão pela necessidade de evitar que o local se tornasse santuário de grupos extremistas.
Desde então, a peça não está em exibição, mas continua em debate público e jurídico. A demanda de Etchegaray envolve compensação financeira ao Estado, vinculada ao custo das operações de recuperação. A história ganhou contornos legais que perduram.
Propostas atuais e debates
Uma proposta prevê erguer a águia sobre uma estrutura semelhante ao casco de um navio, com poça de água ao redor e plataforma de observação para visitantes. A ideia busca transformar a peça em marco turístico, com apresentação audiovisual, mas recebe críticas por potencial turismo problemático.
Outra leitura defende a instalação da escultura em um museu ou espaço que ofereça contextualização histórica clara. Especialistas ressaltam a importância de evitar locais que possam ser interpretados como celebração de símbolos nazistas.
A administração pública não comentou formalmente as propostas até o momento. Houve divergência entre autoridades, pesquisadores e a comunidade judaica local sobre o destino mais adequado. A discussão permanece aberta para decisões futuras.
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