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Escavações na cidade redescoberta de Alexandre, no Iraque, adiadas pela guerra

Escavações da Alexandria no Tigre, cidade redescoberta no Iraque, ficam adiadas pela guerra e restrições de viagem, atrasando pesquisas arqueológicas.

The walls of the ancient city of Alexandria
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  • As escavações na antiga Alexandria on the Tigris, perto de Basra, foram adiadas pela guerra na região e pelas restrições de viagem.
  • A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, em 324 a.C. e fica próxima à fronteira com o Irã.
  • Novos resultados de pesquisa, publicados pela Universidade de Konstanz, confirmam o local, mas o trabalho arqueológico segue suspenso.
  • Imagens de drones e levantamentos geofísicos indicam quatro áreas civis no que era um grande metrópole, com área de cerca de quinhentos quilômetros quadrados.
  • O estudo busca reequilibrar a compreensão sobre o Império Arsácida e a conectividade de comércio de longa distância na antiguidade, com a retomada das atividades condicionada pela situação de segurança.

O reconhecimento de uma antiga cidade perdida no Iraque foi confirmado por novas pesquisas, mas as escavações foram adiadas devido à guerra em curso. O sítio, chamada Alexandria at Tigris, fica próximo a Basra, na fronteira com o Irã, e foi fundado por Alexandre, o Grande, em 324 a.C. A universidade de Konstanz divulgou os resultados em janeiro.

Professores e pesquisadores relatam que o acesso ao Iraque ficou restrito pelo espaço aéreo fechado e pela instabilidade regional, o que inviabilizou a campanha de trabalhos geofísicos inicialmente previstas para este período. Caso haja melhora, há possibilidade de reprogramar para o outono.

O local é estratégico pela geografia plana e por estar parcialmente abaixo do solo, o que dificulta a preservação em conflitos. A fortificação da cidade remete a um sistema defensivo da região, com registros de mudanças na superfície causadas por trincheiras e proteção de tanques durante a Guerra Irã-Iraque.

Contexto arqueológico e perspectivas

Dados de imagens de drone e levantamentos geofísicos indicaram quatro áreas civis de uma metrópole que ocupava cerca de 500 km², incluindo áreas residenciais, um palácio, um porto ribeirinho e um sistema de irrigação.

A cidade já foi chamada Alexandria no Susiana e mais tarde Charax Spasinou, após sua recriação por um governante local. Pesquisas anteriores mostraram histórico de abandono no século III, quando o rio mudou de curso, reduzindo o acesso ao porto.

O projeto Alexandria no Tigris busca reconstituir a organização do Império Arsácida, aliado ou oponente de Roma, evidenciando a conectividade econômica de milênios atrás. Os pesquisadores esperam esclarecer aspectos da história regional e o papel da metropolis na longínqua interação entre culturas.

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