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Exposição mostra a princesa punjabi e a sufragista Sophia Duleep Singh

Exposição em Kensington Palace revisita Sophia Duleep Singh, princesa punjabi e sufragista pioneira, revelando o legado de cinco mulheres que moldaram sua história

Sophia, Catherine and Bamba Singh.
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  • Exposição The Last Princesses of Punjab abre em Kensington Palace no dia 26 de março, com duração até novembro, explorando a vida de Sophia Duleep Singh e suas ancas familiares.
  • Sophia, filha de Duleep Singh, foi dama de companhia da Rainha Vitória e se tornou uma pioneira sufragista, desafiando as elites de seu tempo.
  • Itens destacados incluem um volume bound de The Suffragette, com imagem dela vendendo revistas, e uma carta escrita a Winston Churchill sobre brutalidade policial no evento Black Friday.
  • A mostra mostra como Sophia e as irmãs lutaram por direitos das mulheres, com faixas, cartazes e registros de suas campanhas, além de ter sido presa três vezes por não pagar impostos.
  • A exibição também relembra o papel da irmã Catherine, que ajudou refugiados judeus, e apresenta objetos de infância que mostram a dupla identidade de princesa punjabi e aristocrata britânica.

A exposição The Last Princesses of Punjab chega a Kensington Palace, contando a vida da princesa Sophia Duleep Singh. A mostra abre na quinta-feira, 26 de março, e fica em cartaz até novembro. O foco são a trajetória da princesa exilada e o papel das cinco mulheres que a moldaram.

Sophia era filha do maharajá Duleep Singh, último soberano Sikh do Punjab. Criada com influência da corte britânica, tornou-se patrona do movimento sufragista e desafiou a elite social da época. Entre as referências históricas estão a própria rainha Victoria, a madrinha da jovem.

A exposição revisita dados históricos e objetos que revelam a dupla identidade de Sophia: princesa Punjab e aristocrata britânica. Destacam-se cartas, fotografias, e itens pessoais das irmãs Catherine e Bamba, da avó Jind Kaur e da mãe Bamba Muller.

Entre os destaques, uma edição bound de The Suffragette, com imagem de Sophia vendendo exemplares em Hampton Court, e uma carta manuscrita a Winston Churchill sobre violência policial na marcha Black Friday, em 1910. Também há banners de organizações de suffragistas.

A mostra evidencia a participação de Sophia em protestos e sua relação com a luta das mulheres, incluindo atividades de suas irmãs, que apoiaram refugiadas judaicas durante o regime nazista. Relatos de ações filantrópicas aparecem ao lado de peças de joalheria.

Além dos objetos, o público poderá ver roupas e brinquedos da infância, incluindo um cavalo de brinquedo ricamente decorado, bem como três conjuntos bordados usados pelas crianças em fotografias de época. A curadoria contextualiza o legado global do império e a resistência feminina.

Contexto e importância

Polly Putnam, curadora das Coleções do Historic Royal Palaces, afirma que a exposição revela histórias de coragem e identidade, com Kensington Palace como lente para entender o entrelaçamento de trajetórias. A figura da rainha Victoria também é explorada nesse eixo histórico.

Mishka Sinha, historiador da exposição, destaca que as mulheres da família viveram um período turbulento, mas acharam formas de influenciar e construir identidades próprias. A mostra agrega narrativas britânicas e indianas, enfatizando impactos transnacionais.

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