- Mais de 200 figuras culturais assinam uma carta criticando o British Museum por supostamente remover o termo “Palestine” dos rótulos, após pressão do grupo UK Lawyers for Israel (UKLFI).
- A controvérsia envolve as etiquetas nas galerias do Levante Antigo e do Egito; alguns estudiosos questionam a redação das novas etiquetas.
- O British Museum afirma que não removing, e que continua a usar “Palestine” em várias galerias; sustenta que mudanças ocorreram antes da carta de fevereiro de 2026.
- A Art Newspaper apurou que as etiquetas foram atualizadas no início de 2025, acompanhando a pesquisa mais recente, incluindo alterações como “Canaanite descent” substituindo termos ligados a Palestina nas galerias egípcias.
- A disputa envolve termos históricos como Palestina, Filístinos e Canaã; UKLFI também pediu revisões similares em outras instituições, como o Liverpool World Museum.
O British Museum afirma que não removeu a palavra Palestine das etiquetas em resposta a uma campanha de pressão, conforme apuração de fontes da instituição. A controvérsia envolve as legendas em Galerias do Levante Antigo e do Egito, atualizadas no início de 2025.
Mais de 200 figuras culturais assinaram uma carta aberta criticando a instituição pela suposta retirada do termo Palestine. Entre os signatários estão artistas, escritores e ex-diretores de instituições, que classificam a ação como revisão histórica e possível apagamento.
A carta, publicada em 11 de março, liga a discussão a episódios envolvendo a relação da instituição com o governo de Israel, incluindo eventos privados com a embaixada de Israel em Londres. O British Museum afirmou que não houve remoção do termo e que Palestine continua sendo utilizado em várias galerias.
Segundo reportagens, as mudanças nas etiquetas foram realizadas antes do envio da carta pelo UK Lawyers for Israel (UKLFI) em fevereiro de 2026. Fontes ligadas ao museu dizem que as revisões refletiram novas leituras históricas e o uso de termos conforme a época retratada.
Alterações nas etiquetas
A galeria do Levante Antigo contém artefatos de 7500 a 332 a.C., de várias regiões sob domínio de impérios antigos. Entre as peças estão itens de Tell Halaf e Tell Umm Hammad, com ênfase em redes comerciais antigas e navegação marítima.
A etiqueta sobre os fenícios foi alterada para usar a expressão Syro-Lebanese coast, substituindo a referência direta a Palestine. A versão revisada descreve os fenícios como descendentes conhecidos localmente como cananeus, inserindo contexto histórico adicional.
Fontes ouvidas pela imprensa especializada apontam que as mudanças ocorreram no início de 2025, após mudanças na gestão de curadoria do departamento do Oriente Médio. A agenda da instituição incluiu atualizar termos usados antigamente para pessoas e povos naquela época.
O UKLFI enviou uma nova correspondência ao britânico em fevereiro de 2026, solicitando revisões adicionais para evitar termos considerados historicamente enganosos, como Palestine e Philistines, em outras galerias. O museu disse que já havia ajustado algumas descrições antes da carta.
Contexto e repercussões
O museo afirmou, em resposta publicada, que testes com o público mostraram que o uso de Palestine como termo histórico pode não ser mais significativo em determinados contextos. O material egípcio também foi atualizado, trocando “descendência palestina” por “descendência cananeia”.
Diversos estudiosos questionaram a redação das novas etiquetas, observando que o termo Palestine aparece em fontes antigas e tem uso comum na historiografia. Pesquisadores ressaltam que a terminologia pode refletir escolhas interpretativas, não apenas precisão factual.
O British Museum não respondeu a pedidos de comentário adicionais sobre as mudanças nas galerias do Levante Antigo e do Egito. Parte das peças problematizadas permanece em exibição, com textos e mapas que incluem o termo Palestine em outros espaços do museu.
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