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Costa do Marfim recebe tambor falante, primeiro artefato devolvido pela França

Costa do Marfim celebra a devolução do tambor falante, primeiro artefato devolvido pela França, no âmbito do pedido de restituição de 148 peças

A Photo of the Djidji Ayokwe, an ancestral talking drum of the Atchan people living in southern Ivory Coast, taken from the Ivory Coast during the colonial period and housed at Quai Branly Museum in Paris, is seen in Abidjan, Ivory Coast, March 13, 2026. REUTERS/ Luc Gnago
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  • Abidjan recebeu o retorno, vindo da França, do tambor falante do povo Atchan, considerado o primeiro artefato devolvido ao país africano.
  • O tambor, chamado Djidji Ayokwè (Pantera-Leão na língua Atchan), tem mais de três metros de comprimento e pesa quase quatrocentos quilos.
  • Ele era usado para alertar sobre trabalhos forçados e mobilizar combatentes durante o período colonial.
  • O governo da Costa do Marfim busca a restituição de 148 artefatos da França; o tambor foi confiscado em mil e seiscentos e transferido à França em mil novecentos e trinta, após ter ficado no palácio do governador em Abidjan.
  • A cerimônia contou com músicas tradicionais e danças de guerra, com a ministra da Cultura e da Francofonia, Françoise Remarck, ressaltando o dia histórico; um chefe Atchan destacou o orgulho de recuperar a identidade.

O Ivory Coast recebeu neste Friday a devolução de um tambor falante que esteve sob posse francesa por mais de um século. A cerimônia ocorreu no principal aeroporto de Abidjan, com a presença de chefes tradicionais vestidos com coroas e correntes de ouro. O ato marca a primeira restituição de um artefato de França, antiga potência colonial.

O tambor, conhecido como Djidji Ayokwè e que significa Panther-Lion no idioma Atchan, tem mais de 3 metros de comprimento e pesa cerca de 400 kg, segundo o ministério da Cultura. Era utilizado pelos Atchan para alertar sobre operações de trabalho forçado promovidas pelos colonizadores e para mobilizar guerreiros.

Segundo o ministério da Cultura, a África Ocidental mantém uma agenda de restituição de 148 artefatos de França. O tambor, que já esteve exposto no Quai Branly, em Paris, é o primeiro a retornar ao país. O objeto foi confiscado em 1916 e inicialmente ficou no palácio do governo em Abidjan, antes de seguir para França em 1930.

Remarck, ministra da Cultura e da Francofonia, descreveu o dia como histórico e disse estar profundamente comovida durante a cerimônia, marcada por cantos e danças de guerra. O líder Atchan Gervais Djoman afirmou que o retorno fortalece a identidade do povo e é motivo de alegria e orgulho.

Restituição de artefatos

  • O governo de Côte d’Ivoire enfatiza a importância de reconstituir a memória e a herança cultural por meio da devolução de itens culturais.
  • A cobrança por parte de diversos países, incluindo França e Grã-Bretanha, tem ganhado força nos últimos anos como parte de debates sobre museus e empréstimos históricos.
  • A retomada de Djidji Ayokwè abre caminho para futuras negociações envolvendo o retorno de outros itens remanescentes da colonização.

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