- O Carnaval ocorre nos dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas e está ligado ao calendário cristão, marcando o período anterior à Quaresma.
- A origem do nome possivelmente vem de carnem levare, significando “retirar a carne”, refletindo a despedida dos prazeres mundanos antes do jejum.
- Antes de virar celebração religiosa, houve festas antigas na Antiguidade, como Saturnálias romanas e rituais a Dionísio, que eram festivos e marcavam limites sociais.
- No Brasil, foi trazido pelos portugueses via Entrudo, prática que envolvia sujar e molhar as pessoas, tolerada em parte, mas reprimida por autoridades no século XIX.
- Hoje o Carnaval brasileiro inclui bailes de máscara, blocos de rua e escolas de samba, com manifestações como frevo e maracatu, consolidando-se como patrimônio cultural e expressão popular diversa.
O Carnaval, celebrado nos dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas, atua como rito de passagem no calendário cristão, marcando o período anterior à Quaresma. A partir de estimativas históricas, ele funciona como um último momento de festa antes do recolhimento espiritual.
A pesquisadora Ana Paula Aguiar, autora de História do Sistema de Ensino pH, descreve a festa como um rito de passagem que reúne celebração, limits e penitência. Ela explica ainda que o Carnaval nasceu da convivência entre tradições populares antigas e práticas religiosas.
Origem e evolução
Segundo a historiadora, o termo Carnaval pode derivar de carnem levare, relativo a tirar a carne. A prática tem raízes ainda mais antigas, com Saturnálias romanas e rituais a Dionísio, que mesclavam comida, bebida e música. A alternância entre permitidos e contidos marcou a transição para a Quaresma.
No Brasil, o Carnaval chegou com o Entrudo, prática colonial portuguesa de mojar e sujar pessoas nas ruas. O período foi tolerado como válvula de escape diante de rigidez social, mas foi alvo de repressão das autoridades ao longo do século XIX, quando muitos aspectos foram vistos como grosseiros.
Transformação brasileira
Ao longo do tempo, o Carnaval passou a apresentar bailes de máscara, blocos de rua e, mais tarde, escolas de samba. No século XX, o samba ganhou destaque, conectando a festa a temas sociais, históricos e políticos, sem perder o caráter popular.
Hoje, o país celebra o Carnaval de formas distintas: desfiles no Sudeste, trios elétricos no Nordeste, além de frevo e maracatu. A celebração reflete a diversidade cultural brasileira e funciona como patrimônio cultural, preservando memórias, saberes populares e formas de resistência que atravessam gerações.
Entre na conversa da comunidade