- Gilston, em Hertfordshire, será uma rede de sete vilas com 10 mil casas, em um território de 660 hectares de parques e áreas arborizadas.
- A construção será liderada pela Places for People, com orçamento de infraestrutura de 1 bilhão de libras, incluindo duas escolas secundárias, sete primárias, centros de saúde e opções de lazer, com cada vila conectada a áreas de lazer.
- O projeto prioriza mobilidade a pé e de bicicleta, com escolas dentro das vilas para reduzir uso de carros; infraestrutura adiantada em relação às casas.
- A entrega será dividida: PfP ficará com 8,5 mil moradias e a Taylor Wimpey ficará com 1,5 mil na sétima vila; construção tem previsão de conclusão por volta de 2050.
- O Gilston é visto como prova de conceito para o modelo de cidades novas no Reino Unido, gerando cerca de 2 mil empregos permanentes e incluindo a criação de uma academia nacional de formação para trabalhadores.
Gilston, em Hertfordshire, ganhará uma rede de sete vilas conectadas com 10.000 novas residências, inseridas em 660 hectares de parques e florestas. A iniciativa, após duas décadas de disputas jurídicas e entraves urbanísticos, recebe as primeiras etapas de construção com ênfase em um modelo de cidade‑jardim. O projeto é liderado pela PfP (Places for People), empresa social responsável pela operação.
A meta é entregar um novo padrão de desenvolvimento sustentável no Reino Unido, rejeitando o formato tradicional de bairros com infraestrutura atrasada. O orçamento de infraestrutura é de cerca de £1 bilhão, com prioridade a serviços como escolas, saúde e lazer desde o início do processo.
Visão e infraestrutura
O plano prevê dois colégios secundários, sete primários, centros de saúde e áreas de lazer, com o objetivo de reduzir a dependência de automóveis. O arquiteto-chefe aponta que as escolas ficarão dentro das vilas para facilitar o deslocamento a pé ou de bicicleta. Ao todo, cada vila terá entre 800 e 1.800 moradias ligadas por parques que somam 5 km².
A maior parte das moradias ficará a cargo da PfP, com 8.500 unidades previstas, enquanto a Taylor Wimpey ficará com 1.500 unidades, distribuídas pela sétima vila. O projeto é apresentado como um modelo de garden town, seguindo princípios de planejamento que promovem a qualidade de vida e o uso eficiente de espaços.
Cronograma e impactos
A aceleração do Gilston ocorreu após uma decisão de um tribunal de apelação que afastou uma contestação antiga de um proprietário de terras. Com os entraves jurídicos superados, o projeto avança como um experimento de comunidade integrada, em oposição aos bairros que priorizam a construção de casas sem planejamento de infraestrutura.
A iniciativa busca atender a meta governamental de construir 1,5 milhão de novas casas até 2029. Embora Gilston não integre oficialmente os 12 novos towns anunciados pelo governo, a PfP descreve o projeto como prova de conceito para o modelo proposto.
Mão de obra e financiamento
Para enfrentar a escassez de mão de obra qualificada, a PfP lança uma academia de formação rápida para obras e planejamento. O objetivo é acelerar a qualificação de trabalhadores e profissionais de gestão de projetos, alinhando talentos com as necessidades do cronograma.
A previsão é de que as obras avancem nos próximos anos, com a ocupação inicial de parte do complexo já a partir de 2026. O projeto está estimado para ser concluído por volta de 2050, conforme a empresa, que se refere ao papel de manter a gestão como cuidadora da comunidade ao longo de décadas.
Contexto econômico e social
O Gilston representa um impulso de cerca de £6 bilhões para a economia do país, com a criação de mais de 2.000 empregos permanentes. Em um cenário de déficit habitacional, a iniciativa é apresentada como resposta a demandas por moradias estáveis e bem distribuídas, incluindo opções de moradia social, acessível e venda direta.
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