- Em 2025, concessionárias de imposto para proprietários custaram 12,3 bilhões de dólares, segundo a Acoss, bem acima dos 9,6 bilhões gastos com habitação social, homeless e assistência de aluguel.
- A participação de imóveis destinados à habitação social caiu para 3,6%, menor nível já registrado, frente 5,7% nos anos 1990.
- A crise de moradia persiste: listas de espera por habitação social chegam a cerca de 190 mil famílias, ante 169 mil em 2024 e 141 mil em 2018.
- O aluguel mediano subiu 43% nos últimos cinco anos, para 681 dólares por semana, pressionando famílias de baixa renda.
- A parcela de incluem pessoas em maior necessidade na fila de habitação pública aumentou de 26% para 41% no último dezena.
Australia gasta mais em benefícios fiscais para proprietários do que em habitação social, homelessness e assistência para aluguel somadas, aponta estudo da Australian Council of Social Service (Acoss). Em 2025, as isenções somaram 12,3 bilhões de dólares.
Dados da Productivity Commission indicam queda histórica na participação de habitação social, para 3,6% do total de moradias, frente 5,7% na década de 1990. A redução ocorre em meio a uma crise de acessibilidade habitacional.
O estudo compara o custo de incentivos para proprietários com o gasto público total em programas de apoio à moradia, que somou 9,6 bilhões em 2025. Enquanto as isenções beneficiam investidores, prazos de aluguel sobem e filas por moradia social se ampliam.
O levantamento aponta que a fração de imóveis destinados à habitação social é menor que a metade da média da OCDE. Enquanto isso, a fila de espera para habitação pública atingiu cerca de 190 mil famílias em 2025, ante 169 mil em 2024.
Desdobramentos
A pesquisadora Jacqueline Phillips, da Acoss, afirma que o aperto habitacional piora a desigualdade e eleva o preço das casas. Ela defende reduzir as vantagens de ganhos de capital e de uso de aluguel negativo, para ampliar a oferta de habitação comunitária.
Segundo Phillips, mais pessoas enfrentam aluguel privado caro, o que aumenta a vulnerabilidade à homelessness. Ela alerta que menos de 2% das moradias novas são de habitação social, contraste com décadas anteriores. O tema ganha atenção de comissões parlamentares e órgãos internacionais.
O relatório também aponta aumento de desempate entre famílias de baixa renda, com o aluguel representando um terço da renda familiar média, recorde para o país. O homelessness persistente elevou-se entre 2019 e 2025, conforme dados do Productivity Commission.
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