- Atinge os mais de sessenta anos: cresce o número de pessoas nessa faixa que buscam ajuda por homelessness no Reino Unido, com relatos de problemas de saúde ao dormir no carro por meses.
- Falta de habitação social e cortes municipais dificultam que idosos sejam priorizados em moradias, mesmo diante de vulnerabilidade acentuada.
- Em serviços de abrigos, há exemplos como um homem de 87 anos buscando acomodação emergencial; 10% das pessoas em acolhimento residencial da Salvation Army têm mais de 55 anos.
- Pesquisas apontam que, desde março de dois mil e vinte e dois, houve aumento de 35% no número de pessoas com mais de 55 anos em moradias temporárias; altos aluguéis elevam risco de despejo.
- Governo ainda não publicou a estratégia habitacional de longo prazo; especialistas destacam a necessidade de priorizar idosos no planejamento.
O problema habitacional afeta também as gerações mais velhas do Reino Unido, segundo organizações de caridade. Pessoas com mais de 60 anos buscam ajuda para homelessness, em meio a aluguéis privados altos e escassez de moradias sociais. A crise atinge sobretudo quem depende de benefícios e aluguel de longo prazo.
Relatórios de St Mungo’s indicam aumento de idosos com mais de 65 anos procurando suporte emergencial de moradia nos últimos dois anos, muitos com problemas de saúde. Há casos de gente de 87 anos recebendo assistência, destacando vulnerabilidade acima de outros fatores.
Para a Salvation Army, aproximadamente 10% dos moradores de estruturas de acolhimento são acima de 55 anos, com crescimento de idosos em situação de sem-teto. A organização aponta que a queda de crédito social e o aumento da dependência de aluguel com subsídio estagnado pioram o quadro.
Casos como o de Raymond, de 63 anos, mostram dificuldades: ele ficou sete semanas dormindo no carro após o fim do casamento, com visitas repetidas ao conselho que não apontaram prioridade para moradia. O homem relata problemas de saúde por falta de espaço e alimentação inadequada.
Autoridades e entidades alertam que o cenário pode exigir opções de cuidado paliativo para pessoas sem-teto, especialmente nos estágios finais da vida. O debate envolve onde essas pessoas deveriam ser encaminhadas em casos de doenças graves ou terminalidade.
Pesquisas da Crisis revelam que 17% dos idosos não conseguem se aposentar devido aos custos de moradia. O número de idosos em Moradias Temporárias na Inglaterra cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos. O contexto inclui envelhecimento da população e menor acesso à propriedade.
Especialistas destacam que a crise habitacional, com a dificuldade de acessar moradia social, impulsiona idosos a alugar por longos períodos. Altos aumentos de aluguel e restrições de benefícios agravam a vulnerabilidade de quem já depende de renda fixa.
Operadores do setor, como Generation Rent, lembram que aluguéis elevados prendem idosos a moradias inadequadas e com riscos à saúde. O temor é de que muitos entrem na aposentadoria com preocupações sobre onde morar.
Conversas com moradores, como Edith Gomes Munda, reforçam a insegurança: a dificuldade de manter moradia está associada a mudanças frequentes de endereço e à incerteza financeira ao chegar a nova fase da vida. Acesso a crédito e possibilidade de financiar moradia são temas centrais.
O governo ainda não publicou uma estratégia de longo prazo para habitação, com previsão de divulgação apenas para março do próximo ano. Especialistas defendem priorizar idosos na formulação de políticas, inclusive para o setor privado.
Para entidades, mesmo reformas no setor de aluguel privado não substituem a necessidade de opções estáveis para idosos. O debate aponta que, sem ação consistente, o grupo enfrenta risco crescente de homelessness e consequências para a saúde.
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