- Trump disse estar “nem um pouco preocupado” com possíveis crimes de guerra e manteve o prazo de terça-feira, às 20h, horário de Washington, para reabrir o estreito de Ormuz; afirmou que bridges e usinas iranianas podem ser destruídos se não houver acordo.
- O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve votar na terça-feira uma resolução para proteger o tráfego comercial no estreito de Ormuz, em forma bem mais enfraquecida após o veto da China, segundo a Reuters.
- O exército israelense disse ter concluído uma onda de ataques a infraestrutura iraniana e que mísseis foram lançados contra Israel a partir do Irã; também afirmou ataques a três aeroportos em Teerã.
- A Organização Mundial da Saúde suspendeu evacuações médicas de Gaza para o Egito pela passagem de Rafah após a morte de um trabalhador da organização; ao menos 10 pessoas foram mortas perto de uma escola em Gaza central após ataque israelense.
- Os preços do petróleo subiram com a escalada verbal de Trump contra o Irã; o chefe do Fundo Monetário Internacional advertiu que a guerra pode gerar inflação mais alta e menor crescimento global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não estar preocupado com a possibilidade de crimes de guerra, enquanto ameaça destruir pontes e usinas de energia do Irã caso Teerã não atenda ao seu prazo de terça-feira, 20h de Horário do Leste, para reabrir o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em pronunciamento na Casa Branca, no contexto da escalada entre EUA e Israel contra o Irã.
Segundo a fala de Trump, há a possibilidade de atacar infraestruturas iranianas caso não haja acordo, com a ameaça de que todas as pontes no Irã seriam destruídas até terça-feira e as usinas de energia ficariam fora de operação. Em outro trecho, o presidente afirmou que o tema envolve decisões estratégicas, sem indicar se civis estariam protegidos.
Na segunda-feira, EUA e Israel realizaram uma série de ataques contra alvos no Irã, resultando em dezenas de mortos segundo fontes locais. O Irã respondeu com lançamentos de mísseis direcionados a Israel e a vizinhos no Golfo, aumentando a tensão na região.
Fluxo internacional e ataques
O Conselho de Segurança da ONU deve votar na terça-feira um texto sobre proteção do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, ainda que com alterações. Nesta terça, a China se opôs a autorizar o uso de força, segundo informações de diplomatas citadas pela Reuters.
O Exército de Israel informou ter concluído uma onda de ataques a infraestrutura do regime iraniano em Teerã e outras regiões do Irã. Após isso, houve lançamentos de mísseis contra Israel, com sistemas de defesa em funcionamento para interceptação.
Israel também afirmou ter efetuado ataques a três aeroportos em Teerã, mirando aeronaves e helicópteros iranianos. Em Gaza, a Organização Mundial da Saúde suspendeu evacuações médicas para o Egito pela passagem de Rafah após a morte de um trabalhador da agência na região.
Conflitos, impactos e reações
Houve um ataque aéreo que deixou pelo menos 10 mortos perto de uma escola em Gaza central, onde pessoas deslocadas buscavam abrigo, segundo médicos. Em paralelo, a imprensa internacional relata confrontos entre militias apoiadas por Israel e civis na região.
Os preços do petróleo subiram diante da escalada entre EUA e Irã. Além disso, o diretor-geral do FMI destacou que o conflito pode estimular inflação global e reduzir o crescimento mundial.
O chefe da Cruz Vermelha Internacional considerou fundamental evitar ataques deliberados a infraestrutura civil essencial e a instalações nucleares. A organização reiterou que guerras sem limites violam normas humanitárias.
Outros desdobramentos regionais
O Irã comunicou a morte de Majid Khademi, chefe de inteligência dos Guardas da Revolução, em ataques que, segundo o regime, ocorreram no início da semana. Em Saudi Arabia, autoridades disseram que sete mísseis balísticos foram interceptados no leste do país, com detritos caindo próximo a instalações energéticas.
Relatos de explosões também foram ouvidos perto do aeroporto de Erbil, no norte do Iraque, região onde há presença de assessores da coalizão liderada pelos EUA. O episódio segue sob observação de autoridades locais e internacionais.
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