- Pelo menos 18 mortos, incluindo duas crianças, ocorreram na região de Teerã em ataques na província de Alborz, perto da capital.
- Os ataques aconteceram poucas horas antes do fim do ultimato de Donald Trump, que ameaça atacar instalações civis do Irã se o Estreito de Ormuz não for reaberto.
- O embaixador iraniano no Kuwait, Mohamad Tutunji, pediu aos países do Golfo que façam tudo para evitar uma tragédia.
- O Irã rejeitou uma proposta de mediação apresentada por Paquistão e outros países, exigindo fim dos conflitos, protocolo de trânsito seguro pelo estreito e suspensão de sanções; mediadores teriam apresentado um cessar-fogo de 45 dias, segundo a imprensa.
- A economia de petróleo sente o impacto: o barril Brent para junho chegou a 108,17 dólares e o WTI para maio a 111,78 dólares; ataques também atingiram um complexo petroquímico na Arábia Saudita, em Jubail.
Poucas horas antes do fim do ultimato de Donald Trump, o Irã sofreu novos ataques que deixaram ao menos 18 mortos, na província de Alborz, próxima a Teerã. A ofensiva ocorre no 39º dia de ações envolvendo Israel e Estados Unidos.
O embaixador iraniano no Kuwait, Mohamad Tutunji, pediu aos países do Golfo que façam tudo para evitar uma tragédia, em defesa de uma saída diplomática diante das hostilidades em curso.
Entre as vítimas, há 18 iranianos, incluindo duas crianças, segundo as agências Mizan e Fars. O Exército iraniano criticou a retórica de Trump e afirmou que as declarações não alteram as operações em andamento.
Desdobramentos diplomáticos
Apesar de apelos por solução pacífica, Irã e EUA rejeitaram, na segunda-feira, uma proposta de mediação de países como Paquistão. Trump afirmou que pode atacar infraestruturas civis caso o trânsito em Ormuz não seja liberado.
O Irã, conforme a agência Irna, rejeitou a oferta de mediação e exigiu fim dos conflitos, trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz, reconstrução das instalações destruídas e suspensão de sanções.
Segundo o New York Times, Teerã poderia suspender o bloqueio do estreito mediante um pedágio de dois milhões de dólares por navio, com parte destinada a Omã, para financiar reconstrução. O governo norte-americano classificou a ideia como insuficiente.
Controle de danos e reação regional
Na madrugada, um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi atacado, pouco depois de ações similares no Irã. O recinto de Jubail abriga um polo industrial crucial para produção de químicos e combustíveis.
Na linha de frente, Israel e Hezbollah mantêm confronto no Líbano. O Exército israelense informou ter deslocado tropas ao longo de uma linha de defesa no sul do país, aumentando a tensão na região.
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