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Israel e EUA lançam série de ataques contra instalações civis no Irã

Israel e Estados Unidos intensificam ataques contra infraestrutura civil no Irã; risco de escalada aumenta com ameaças de Washington e resposta iraniana

Varias personas observan los equipos de emergencia tras un ataque aéreo, este martes en Teherán.
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  • Israel e os Estados Unidos lançam ataques contra infraestrutura civil do Irã, incluindo pela primeira vez a rede ferroviária, próximo do prazo de 20h (horário de Washington) para acordo.
  • Além das ferrovias, atingem pontes e uma planta petroquímica; em Mashad houve suspensão do serviço de trens e Teerã promete retaliação caso Washington ultrapasse “linhas vermelhas”.
  • O governo iraniano pediu à UNESCO que condene o que considera o patrimônio ferroviário transiraniano, de acordo com a agência ISNA.
  • Um ataque jornal teve destruição de uma sinagoga em Teerã, com relatos de textos em hebraico entre os escombros.
  • Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos divulgaram alertas de segurança; Teerã tenta ampliar o conflito para pressionar o fim das hostilidades.

Israel e os EUA lançaram uma ofensiva coordenada contra infraestrutura civil no Irã, ampliando ataques para além de alvos militares. A ofensiva inclui ataques a pontes, uma planta petroquímica e, pela primeira vez, à rede ferroviária iraniana. As ações ocorrem enquanto Washington pressiona Teerã em meio a um ultimato para reabrir o estreito de Ormuz.

Os ataques atingiram várias regiões do Irã, com ações noturnas em Qazvin e Karaj, segundo autoridades locais. Um trem em Mashhad teve o serviço interrompido, e houve informações não confirmadas sobre danos a uma sinagoga em Teerã. As Forças Armadas de Israel teriam emitido um aviso às autoridades iranianas sobre riscos para o tráfego ferroviário.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que não tolerará violações de suas linhas vermelhas e que responderá caso haja novas agressões. O Irã tem reiterado que, se necessário, ampliará represálias contra instalações no Golfo, incluindo infraestruturas de energia.

No campo político, Washington indicou que o que ocorre pode evoluir rapidamente. O secretário de Defesa dos EUA já havia sinalizado maior volume de ataques, enquanto o governo iraniano exigiu garantias de segurança e o fim de sanções para qualquer acordo sobre o estreito de Ormuz.

Paralelamente, países do Golfo manifestaram preocupação com a escalada. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein acionaram alertas de segurança pública. O Cairo e outras capitais acompanharam os desdobramentos, buscando avaliar impactos regionais.

A UNESCO recebeu uma carta do governo iraniano destacando o status de Patrimônio da rede ferroviária transiraniana, que liga o mar Cáspio ao Golfo. Trechos de ataques foram atribuídos a ataques de retaliação a ações anteriores de Israel e EUA, em meio a negociações de cessar-fogo.

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