- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou a demolição de “todas as habitações” nas localidades libanesas fronteiriças, seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza, com controle militar até o rio Litani.
- Mais de 600 mil moradores do sul do Líbano foram deslocados de forma forçada e terão “absolutamente proibido” o retorno até que haja segurança garantida para os residentes do norte de Israel.
- A ofensiva ocorre no contexto da continuidade do conflito com o Hezbollah, iniciado em 2 de março, após retomada dos combates entre as partes.
- O Líbano registra cerca de 1.247 mortos em cinco semanas e aproximadamente um milhão de deslocados, incluindo crianças e profissionais de saúde entre as vítimas.
- Autoridades planejam usar mecanismos de vigilância eletrônica na região, além de estabelecer bases militares adicionais para manter o controle até o Litani.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que demolirá todas as moradias nas localidades libanesas fronteiriças, seguindo o modelo aplicado em Gaza. A medida ocorre no contexto de uma operação militar iniciada há semanas, envolvendo áreas entre a fronteira e o rio Litani.
Katz disse que forças israelenses manterão o controle de segurança até o Litani, cerca de 30 quilômetros da fronteira, e que mais de 600 mil moradores do sul do Líbano teriam retorno proibido até que a segurança do norte de Israel seja garantida. O objetivo declarado é evitar bases de ataque.
Desde 2 de março, após a escalada com o Hezbollah, as tropas israelenses enfrentam resistências na região sul do Líbano. O Ministério de Saúde libanês informou mais de 1.200 vítimas, incluindo crianças e profissionais de saúde, além de cerca de um milhão de deslocados, em cinco semanas.
De acordo com a narrativa oficial de Israel, haverá instalação de mecanismos de vigilância eletrônica para cobrir a área sem depender exclusivamente de presença militar constante. A estratégia, segundo fontes locais, busca que a ocupação avance com menor exposição de soldados a combates.
Especialistas apontam que a proposta de demolição generalizada pode sinalizar uma mudança de abordagem em relação a operações anteriores. Em 2024, cidades fronteiriças foram atingidas durante conflitos que resultaram em grande devastação, com evacuações em massa.
Avichay Adraee, porta-voz das forças israelenses em árabe, pediu que moradores ao sul do Zahrani fujam para o norte. As ordens de deslocamento abrangem áreas próximas à linha de frente, com o objetivo de facilitar a ocupação e dificultar a atuação de grupos insurgentes.
Entre os impactos, o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas complica a assistência humanitária e a reconstrução. Organizações internacionais pedem proteção de civis e acesso a serviços básicos durante a crise.
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