- Israel matou três jornalistas no sul do Líbano, em Jezzine: Ali Shoeib (al-Manar), Fatima Ftouni e Mohammed Ftouni (al-Mayadeen).
- O governo do Líbano condenou o ataque como “crime de guerra flagrante” e o presidente disse que eram civis cumprindo sua função profissional.
- Israel afirma que Shoeib era membro da unidade Radwan, de Hezbollah, e que o ataque visava esse jornalista por reportar posições de soldados israelenses; não há evidências apresentadas sobre os outros dois jornalistas.
- Vídeos mostraram o carro atingido por no mínimo quatro mísseis, com fiz de coletes e equipamentos de imprensa danificados.
- O conflito se intensifica desde março, com números de vítimas e relatos de violações do direito internacional; o governo informou que apresentará uma lista de ataques a órgãos de saúde e imprensa às Nações Unidas e à União Europeia.
Israel matou três jornalistas no sul do Líbano na última terça-feira, segundo suas emissoras e autoridades locais, provocando condenação do governo libanês, que chamou o ataque de crime de guerra.
Ali Shoeib, da al-Manar, Fatima Ftouni e seu irmão Mohammed Ftouni, da al-Mayadeen, estavam em um carro quando foram alvejados em Jezzine, no sul do país. A bombardeio ocorreu enquanto os jornalistas acompanhavam confrontos na região.
O Exército de Israel afirmou que o ataque teve como alvo Shoeib, classificado como membro da força Radwan, ala elite de Hezbollah. Alega que ele documentava posições de militares israelenses, mas não apresentou provas adicionais.
A operação matou os três jornalistas; imagens mostram veículos danificados, roupas de proteção queimadas e equipamentos espalhados ao redor do carro. Vizinhos e equipes de televisão registraram os destroços após o ataque.
Reação oficial e contexto
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou o episódio como crime contra civis, afirmando que jornalistas têm proteção internacional. A chefe de comunicação libanesa reiterou que o episódio constitui crime de guerra contra a imprensa.
O ministério da Informação do Líbano divulgou que apresentará a UN e a UE uma lista de ataques contra trabalhadores de saúde e mídia, com base no ocorrido. Autoridades locais destacaram a necessidade de responsabilização.
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