- Rebeldes huthis do Iêmen lançaram a primeira operação contra Israel, com mísseis balísticos, neste sábado, sem registro de vítimas em território israelense.
- O ataque amplia a instabilidade no Mar Vermelho, rota-chave para o petróleo, e pode perturbar o fluxo de hidrocarbonetos diante do confronto regional.
- O Irã reivindica ações contra interesses norte-americanos e instalações de energia na região, incluindo um ataque a um navio logístico americano perto de Salalah e ataques no Kuwait, Erbil e Emirados Árabes.
- Israel afirma ter interceptado ataques vindos do Iêmen; ao mesmo tempo, explosões foram ouvidas em Jerusalém após detecção de mísseis vindos do Irã.
- Em meio à escalada, diplomatas aceleram contatos: Paquistão recebe ministros de Arábia Saudita, Turquia e Egito; EUA discutem possíveis negociações com o Irã em território paquistanês, conforme planos de paz de trinta pontos.
Os rebeldes huthis do Iêmen conduziram neste sábado (28) um ataque contra Israel, marcando a primeira ação direta do grupo aliado ao Irã no atual conflito regional. A operação ocorreu após o início do confronto entre EUA e Israel com o Irã, intensificando a escalada na região.
Segundo comunicado em vídeo divulgado pelo grupo pela rede X, os huthis lançaram mísseis balísticos contra alvos militares em Israel, descrevendo a ação como a “primeira operação” contra o país. Ainda não há confirmação de vítimas em território israelense.
Horas antes, o Exército de Israel informou ter interceptado o ataque vindo do Iêmen. Não houve registro de danos significativos nem de feridos em Israel, segundo autoridades locais.
Mar Vermelho sob pressão
O Mar Vermelho ganha mais importância estratégica diante do conflito, com a Arábia Saudita redirecionando parte das exportações para o porto de Yanbu, para reduzir dependência do Estreito de Ormuz. O corredor marítimo é crucial para o fluxo global de petróleo.
O Irã tem atuação destacada na região, com ataques atribuídos a interesses norte-americanos e ativos de energia de países vizinhos. Entre os episódios recentes, o Irã reivindicou ataques a instalações no Golfo de Omã e a bases na região.
Neste fim de semana, o Exército iraniano afirmou ter atacado um navio logístico americano próximo a Salalah, em Omã, com relatos de feridos. Também houve registros de ações contra aeroportos no Kuwait e em Erbil.
Repercussões diplomáticas
O governo dos Estados Unidos mantém a leitura de que há espaço para uma saída diplomática, apesar das hostilidades. O enviado especial citado pelo governo americano indicou otimismo sobre contatos com Teerã para avanços em negociações.
O Paquistão atua como mediador entre as partes e receberá, em breve, ministros de Relações Exteriores de Arábia Saudita, Turquia e Egito, para tratar da crise. Diplomatas destacam a importância de um desdobramento diplomático coordenado.
Paralelamente, assinaturas de ações militares continuam com foco em alvos sensíveis. Em Jerusalém, explosões relatadas após detecção de mísseis iranianos foram ouvidas por jornalistas da AFP, sem confirmação oficial de danos.
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