- Ataques entre EUA e forças pró- iranianas e iranianas em solo iraquiano deixam sete soldados iraquianos mortos e 23 feridos na base militar de Hannabiya.
- O governo iraquiano acusa os EUA de ataque e o ministério da Defesa afirma que vai tomar medidas legais; o embaixador norte‑americano foi chamado para consultas em Bagdá.
- A base atacada era antiga instalação compartilhada entre tropas americanas e iraquianas; na terça-feira houve outro ataque a uma base de milícias em Hannabiya, com 16 combatentes mortos e 30 feridos.
- Além disso, seis peshmergas morreram e quarenta e cinco ficaram feridos depois de ataques com mísseis iranianos contra uma base kurda no norte; Teerã afirmou ser um erro e prometeu investigar.
- A Otan e os EUA evacuaram bases; a Turquia anunciou retirada de cerca de vinte e cinco soldados da missão da Otan no Iraque, ampliando a sensação de escalada e insegurança na região.
O ataque a uma base militar iraquiana em Hannabiya, na província de Anbar, deixou sete soldados regulares mortos e 23 feridos. Dois misseis atingiram a instalação, que abrigava tropas iraquianas em uma área de uso compartilhado com milícias. A ofensiva intensificou a tensão entre EUA, Irã e milícias locais.
O governo iraquiano responsabilizou diretamente os Estados Unidos pela agressão, enquanto o Ministério da Defesa afirmou ter tomado as medidas cabíveis dentro dos marcos legais. Washington negou ter atacado clínico ou instalações médicas, mas o emaranhado político aumentou o ressentimento entre militares e população.
O ataque ocorreu na terça-feira, com foco inicial na base de Hannabiya e houve desdobramentos na área de Faluja. Além das perdas na base atacada, outras ações aéreas atingiram alvos na região, elevando o número de baixas entre forças irregulares, regulares e milícias aliadas ao Irã.
O ataque também atingiu uma base próxima de Faluja usada por unidades das Forças de Mobilização Popular, com dezenas de feridos. O episódio se soma a uma escalada que já inclui ações anteriores contra alvos na mesma região, agravando a percepção de que o conflito regional pode se ampliar.
Na madrugada de quarta-feira, o governo de Erbil comunicou ao governo iraniano pedidos de explicações sobre novas ofensivas que atingiram milícias curdas irregulares e combatentes regulares. Teerã classificou o ataque como um erro, prometendo investigação.
Repercussos e desdobramentos
O comandante iraquiano envolvido na operação visitou hospitais de Falujah para acompanhar o estado de saúde dos feridos, incluindo militares em estado crítico. Em um contexto de guerra entre EUA e ministérios iranianos, surgiram debates sobre a responsabilidade de desarmar milícias, com forte pressão interna.
Soldados e autoridades apontam que a pressão estratégica visa enviar mensagens sobre a necessidade de desmobilizar milícias, sob pena de novas ações aéreas. Comentários entre funcionários sugerem que há expectativa de respostas proporcionais e menções a mudanças de alianças regionais.
A presença de bases compartilhadas com milícias iraquianas, incluindo elementos de crença sunita e chiita, complica a leitura da rivalidade. No norte do país, ocorreram ataques contra bases kurdas, aumentam as preocupações sobre a estabilidade interna.
A comunidade internacional acompanha com cautela, enquanto a OTAN e outras forças evacuam missões no território. Navios de apoio e bases estratégicas já passaram por movimentos de retirada, com impactos no emprego de tropas aliadas e na segurança local.
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