- Alireza Tangsiri, comandante da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), foi morto em ataque aéreo israelense na quinta-feira; era considerado linha-dura e entendia a importância estratégica do estreito de Hormuz.
- Tangsiri chefiava a força naval da IRGC desde 2018 e apresentou armas não convencionais, como mísseis de cruzeiro e drones, que podem sustentar o atual bloqueio ao estreito.
- Ele também defendia o uso de lanchas rápidas para ameaçar navegações civis e contornar defesas de navios modernos.
- Na semana passada, desafiou os Estados Unidos a lançarem uma ofensiva terrestre em Kharg Island, principal hub de exportação de petróleo do país; o chefe de inteligência naval da IRGC, Behnam Rezaei, morreu no mesmo ataque.
- Reações: o comandante das forças centrais dos Estados Unidos afirmou que a morte deixa a região mais segura; o ministro da defesa de Israel descreveu Tangsiri como responsável pelos ataques ao estreito e sinalizou que Israel o perseguiria.
O comandante da marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque aéreo israelense na quinta-feira. A operação ocorreu no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã, matando também o chefe da diretoria de inteligência naval do IRGC.
Tangsiri era um oficial de linha dura com histórico de retórica agressiva e visão estratégica sobre o estreito de Hormuz, passagem que concentra uma quinta parte do petróleo e do gás mundial. Ele comandou a frota naval do IRGC desde 2018, impulsionando o desenvolvimento de armas não convencionais para projetar poder na região.
Segundo autoridades americanas, o IRGC foi alvo de sanções e Tangsiri supervisionou testes de misseis de cruzeiro e participou de um conselho de empresa envolvida no desenvolvimento de drones armados. Entre as táticas apoiadas por ele estavam embarcações rápidas para expor vulnerabilidade de navios civis, com a expectativa de evitar defesas modernas.
Na semana passada, Tangsiri desafiou os Estados Unidos a realizar uma resposta terrestre para Kharg Island, principal polo de exportação de petróleo iraniano. Em mensagem divulgada na segunda-feira, ele chegou a mencionar possíveis consequências para o preço do petróleo em caso de escalada.
Behnam Rezaei, chefe da diretoria de inteligência naval do IRGC, também foi morto no mesmo ataque, em Bandar Abbas, segundo relatos oficiais. A operação representou um choque significativo para as fileiras iranianas e para a geopolítica regional envolvendo o estreito de Hormuz.
O Comando Central dos EUA afirmou que a retirada de Tangsiri, segundo a avaliação inicial, contribui para a estabilização da região. Autoridades israelenses descreveram o ataque como uma resposta a ações do IRGC ligadas ao bloqueio do canal de passagem, sem detalhar as informações de inteligência utilizadas.
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