- Viktor Orbán anunciou o corte gradual do fornecimento de gás a Ucrânia a partir de Hungria, até que o petróleo russo volte a chegar ao país.
- A medida acontece duas semanas antes das eleições em Hungria e busca capitalizar a disputa em torno do oleoduto Druzhba, danificado em janeiro e que Kiev não reabriu.
- O Druzhba, que envolve petróleo russo para a Europa Central, é alvo de tensões entre Budapeste, Kiev e Bruxelas, com a UE oferecendo financiar a reparação e Kiev prometendo reativar o oleoduto.
- Há divergências sobre a responsabilidade pelo dano: Ucrânia afirma que um bombardeio russo o atingiu, enquanto Hungria e Moscou contestam essa versão.
- Além disso, Orbán e o premiê eslovaco ameaçaram cortar exportações de eletricidade para a Ucrânia caso o Druzhba não seja reaberto; a Ucrânia mantém contratos de gás com a Hungria.
Orbán anuncia corte gradual do gás a Ucrânia a partir da Hungria, em plena campanha. O Primeiro-Ministro ultraconservador afirmou que o fornecimento será interrompido gradualmente até que o petróleo russo volte a fluir para o país. A medida ocorre enquanto o oleoduto Druzhba permanece fechado após ataque em janeiro.
O bloqueio ocorre dois meses antes das eleições em Hungria e é apresentado como reação ao status do abastecimento energético. Orbán mantém posição favorável à Rússia desde o início da invasão, e a decisão usa o gasoduto como instrumento político para pressionar Kiev.
A Ucrânia afirma que o Druzhba continua danificado e que precisa de reparos para restabelecer o fluxo de petróleo. Bruxelas pediu a Zelenski que reative o oleoduto, enquanto a UE ofereceu financiamento para a reparação. Budapest condiciona o retorno do petróleo ao fim das restrições húngaras.
O governo ucraniano acusa Orbán de usar a infraestrutura energética como ferramenta eleitoral. Por outro lado, a Hungria sustenta que depende de fontes energéticas estáveis para evitar impactos econômicos de alto custo, em meio a inflação elevada na UE.
A UE enviou uma missão técnica para avaliar danos no Druzhba, mas houve dificuldades de acesso às instalações. Kiev autorizou visitas apenas recentemente, e autoridades europeias aguardam confirmação sobre o andamento dessa avaliação.
Paralelamente, Orbán mantém retórica firme contra Kiev e continua bloqueando créditos europeus vinculados ao apoio a Ucrânia, enquanto segue articulando ações para a sua base eleitoral. A situação aumenta a tensão entre Budapeste e Bruxelas durante o período eleitoral.
Kiev e Zagreb discutem impactos futuros caso o Druzhba permaneça inoperante. Em março, Ursula von der Leyen e António Costa solicitaram a retomada do transporte de petróleo via Ucrânia, destacando a importância para o mercado energético europeu.
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