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Violência no Oriente Médio persiste após Trump falar de negociações com Irã

Conflitos se intensificam no Oriente Médio após Trump afirmar conversas muito positivas com o Irã, com ataques a Israel, Golfo e Iraque

Israeli soldiers inspect an Iranian missile remnant that landed in the Israeli-occupied West Bank village of Hares on Tuesday.
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  • A violência continua no Oriente Médio após Trump dizer que houve “boas” conversas com o Irã; Teerã nega negociações e diz que notícias são falsas.
  • O Irã lançou rajadas de mísseis e drones contra Israel, estados do Golfo e norte do Iraque, enquanto Israel e Estados Unidos realizaram ataques em território iraniano.
  • Oposição de Teerã a negociações persiste, com o parlamento e o ministério das Relações Exteriores negando tratativas; intermediários como Paquistão, Omã e Egito tentam estabelecer canais de comunicação.
  • O Pentágono mantém reforços na região, com cerca de cinco mil fuzileiros a caminho, enquanto Israel continua ataques a alvos no Irã e no Líbano contra o Hezbollah.
  • Incidentes incluem um míssil atingindo uma rua no centro de Telavive, mortes em um apartamento residencial próximo a Beirute e apagões parciais no Kuwait; o preço do petróleo chegou a 104 dólares o barril.

O conflito no Oriente Médio ganhou mais episódios de violência na terça-feira, após Donald Trump afirmar estar em “conversas muito boas” com o Irã para encerrar a guerra. Bombardeios russos de Irã atingiram Israel, Estados árabes do Golfo e o norte do Iraque, enquanto ataques aéreos de Israel e dos EUA atingiram alvos no Irã.

Fontes iranianas negam qualquer negociação em curso. O presidente da Assembleia, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou em rede social que “não houve negociações com os EUA” e acusou a imprensa de manipular mercados com notícias falsas. Pequenos sinais de mediação foram citados por intermediários.

Especialistas veem divisões entre oficiais de Teerã como explicação para a postura mais firme. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, manteve contatos recentes com autoridades de vários países, incluindo Azerbaijão, Egito, Omã, Paquistão, Rússia, Coreia do Sul, Turquia e Turqumanistão.

Desdobramentos e impactos

Relatos indicam que israelenses informaram ataques a infraestrutura usada pelo Hezbollah, no Líbano. Em Tel Aviv, um míssil atingiu o centro da cidade, rompendo janelas e gerando capotamento de fumaça. Beirute também sofreu ataques em áreas próximas a Hezbollah.

A cidade de Sidon, no Líbano, registrou morte de ao menos duas pessoas em ataque a um apartamento residencial próximo ao porto sul do país. Em Kuwait e Bahrain, falhas de energia ocorreram por impactos de artilharia e sirenes de alerta foram acionadas em vários pontos da região. Artilharia abateu 19 drones iranianos na província leste da Arábia Saudita.

O presságio de tensão elevou o preço do petróleo, que subiu para cerca de US$ 104 por barril na manhã de hoje, patamar acima de 40% desde o início dos ataques entre EUA, Israel e Irã. As forças americanas continuam a se reforçar na região, com cerca de 5 mil fuzileiros a caminho.

Perspectivas e declarações

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel continuará a mirar o Irã e Beirute, alvo de operações contra o Hezbollah, mesmo com a possível busca de cessar-fogo pelos EUA. O governo de Tel Aviv sinalizou que “há mais por vir” em ataques.

No Irã, relatos indicam que parte das ações envolvendo ataques a infraestruturas energéticas iranianas foi atribuída pela imprensa local a ataques coordenados entre EUA e aliados, o que não foi confirmado por fontes independentes. Intermediários internacionais continuam a vigilância sobre eventuais negociações.

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