- HMS Dragon chegou ao leste do Mediterrâneo três semanas após drone iraniano atingir a base britânica de RAF Akrotiri.
- O destróier começará a integração operacional na defesa de Chipre a partir da noite de segunda-feira, conforme afirmou o ministro da Defesa.
- O governo britânico enfrentou críticas por demorar a posicionar uma unidade na região; Chipre expressou preocupação com a vulnerabilidade da base e pediu revisão da presença britânica.
- A embarcação estava em reparo de seis semanas em Portsmouth, mas ficou pronta em seis dias, com a tripulação trabalhando em turnos intensos; há 500 profissionais adicionais de defesa aérea em Chipre.
- Autoridades trabalham com aliados — Estados Unidos, França e Grécia — para reforçar a segurança, com o Sea Viper interceptando drones e mísseis; o governo autorizou o uso de bases britânicas para ataques defensivos contra alvos iranianos relacionados ao estreito de Hormuz.
HMS Dragon chegou ao leste do Mediterrâneo três semanas após um drone de fabricação iraniana atingir a base britânica RAF Akrotiri, informou o secretário de Defesa. O destróier Type 45 iniciará a partir de segunda-feira à noite a integração operacional à defesa de Chipre.
O governo britânico enfrenta críticas pela lentidão na mobilização de uma aeronave de guerra para a região, enquanto Grécia e França já enviaram reforços navais a Chipre após o ataque. A administração cipriota também manifestou preocupação com a vulnerabilidade da base e pediu avaliação sobre a presença britânica na ilha.
O navio estava em manutenção por seis semanas em Portsmouth, mas foi torná-lo navegável em seis dias, com tripulação em jornadas de 22 horas. A oposição questiona o Governo por não antever retaliações de Teerã diante do conflito EUA-Israel.
O secretário de Defesa confirmou relatos de tentativas iranianas de lançar dois ataques contra a base conjunta britano-americana em Diego Garcia, nas Ilhas Chagos. Não há indicação de que o Reino Unido seja alvo direto naquele momento, disse.
HMS Dragon opera com sistema Sea Viper, capaz de interceptar drones e mísseis, considerado decisivo para proteger ativos britânicos no Oriente Médio. Healey informou que o primeiro-ministro autorizou o uso de bases britânicas para enfrentar alvos iranianos, incluindo alvos de mísseis que ameaçam o estreito de Hormuz.
O estreito tem sido alvo de danos a infraestrutura energética, dificultando o trânsito de navios comerciais. O governo informou que está deslocando planejadores militares para o Comando Central dos EUA para desenvolver opções de reabertura do estreito, com participação de aliados.
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